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“Chega de coronéis em MS”: Fábio Trad vota e diz que acredita em 2º turno

Candidato do PT ao governo de Mato Grosso do Sul, Fábio Trad votou em Campo Grande, defendeu a realização de um segundo turno e criticou a gestão do atual governador Eduardo Riedel.

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“Chega de coronéis em MS”: Fábio Trad vota e diz que acredita em 2º turno

O candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Fábio Trad (PT), votou por volta das 10h30 deste domingo no Instituto Missionário São José, situado na Rua Arthur Jorge, em Campo Grande. Ele compareceu ao local de votação acompanhado da vice de sua chapa, Gilda Maria, conhecida como Dona Gilda (PT), além de sua esposa e de seus filhos.

Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de a disputa eleitoral no Estado ser definida já no primeiro turno, Trad reafirmou sua crença em uma nova etapa de votação. Segundo ele, o Estado precisa de um segundo turno para debater com profundidade os graves problemas que o afligem, incluindo a questão da corrupção.

Durante sua declaração à imprensa, o candidato utilizou a expressão “chega de coronéis em Mato Grosso do Sul”, criticando o que classificou como concentração de poder nas mãos de pessoas ligadas ao agronegócio regional. Ele defendeu que o povo volte a ocupar espaço nas decisões políticas do Estado.

Ao avaliar a própria campanha, Trad destacou que percorreu 70 municípios por via terrestre e elogiou a parceria com Dona Gilda. Ele também fez duras críticas à administração do atual governador e adversário, Eduardo Riedel (PP), apontando falhas em áreas como saúde, transparência, infraestrutura de estradas e no combate aos índices de feminicídio.

No âmbito nacional, o candidato manifestou confiança na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) logo no primeiro turno. Trad ainda comentou sobre o cenário geopolítico e criticou o que chamou de intervenção de entidades dos Estados Unidos em eleições brasileiras, reforçando a importância da soberania nacional sobre as riquezas do país.

Antes de registrar seu voto, o candidato passou por um momento de tensão ao ser vaiado e chamado de “ladrão” por um eleitor. A situação exigiu a intervenção do promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri para restabelecer a ordem na seção eleitoral, sendo esclarecido posteriormente que a ofensa era direcionada ao presidente da República. Trad afirmou que o episódio faz parte da democracia e que o amor deve vencer o ódio.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano