Moradores da região do Jardim Noroeste enfrentaram barro, chuva e até mais de uma hora de deslocamento para conseguir chegar aos locais de votação neste domingo. Mesmo diante das dificuldades impostas pelas ruas sem pavimentação, muitos eleitores seguiram firme em direção às urnas.
O pedreiro João de Souza Gomes, de 51 anos, caminhou por cerca de meia hora no meio do barro. Ele confessou que chegou a pensar em desistir, mas avaliou que o esforço era necessário para tentar buscar melhorias no país por meio da escolha de seus representantes.
A bombeira civil Ramona Chaves, de 45 anos, morava mais perto, mas ainda assim deparou-se com poças d’água e lama ao percorrer apenas uma quadra até o colégio eleitoral. Para ela, cumprir a obrigação cívica pesou na decisão de sair de casa sob o tempo adverso.
Já a assistente comercial Viviane Almeida, de 40 anos, precisou andar por cerca de uma hora sob a chuva e na lama, questionando as condições precárias de passagem encontradas pelo caminho durante o trajeto de votação.
Valdir Souza de Paula, de 62 anos, precisou de um guarda-chuva para se proteger do vento e da precipitação. Ele cobrou o asfalto que havia sido prometido para o bairro e reforçou que cumpre o seu papel em todas as eleições para tentar provocar mudanças.
Outro morador, Nelson Morais Ferreira, de 58 anos, gastou cerca de uma hora e meia no deslocamento e também protestou contra a ausência de infraestrutura viária na região, apontando que a pavimentação era cobrada há décadas pelos moradores locais.
Fonte: www.campograndenews.com.br
