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FAB altera rotas de circulação de helicópteros no Rio após acidentes com mortes

Departamento de Controle do Espaço Aéreo determinou mudanças em rotas de helicópteros na capital fluminense após registro de três acidentes com 13 mortes desde janeiro.

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FAB altera rotas de circulação de helicópteros no Rio após acidentes com mortes

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB), determinou alterações expressivas nas rotas de circulação de helicópteros no Rio de Janeiro. A medida ocorre após a capital fluminense registrar três acidentes graves envolvendo esse tipo de aeronave desde janeiro, resultando em um total de 13 mortes.

A partir do mês de novembro, entrarão em vigor as modificações em três Rotas Especiais de Helicópteros (REHs) mapeadas na malha aérea da cidade. Esses trajetos funcionam essencialmente como avenidas no espaço aéreo, delimitando o fluxo de circulação para garantir a organização do tráfego.

Entre as principais mudanças, o Decea decidiu cancelar a REH Boavista e a REH Cristo. A primeira passava sobre o Alto da Boa Vista, região de densa vegetação de Mata Atlântica que abriga a Vista Chinesa, local onde um helicóptero de voos turísticos caiu em 8 de agosto, vitimando fatalmente um piloto e três membros de uma família colombiana.

Já a REH Cristo foi cancelada até a posição Caiçara, situada na altura da Lagoa Rodrigo de Freitas. Esse trecho cruza os bairros do Jardim Botânico, Humaitá e Lagoa, na zona sul, sendo amplamente procurado por turistas em voos panorâmicos ao redor do monumento do Cristo Redentor.

A terceira alteração anunciada pela Força Aérea envolve o afastamento da REH Praia, corredor que contorna o litoral desde a Barra da Tijuca até o Leme. A rota passará a operar mais distante da faixa de areia do continente e terá suas dimensões laterais ampliadas para mitigar riscos de incidentes.

Em nota oficial, o Decea justificou as modificações ao reiterar seu compromisso inegociável com a segurança e a fluidez da navegação aérea. Dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontam que o Rio de Janeiro concentrou 64% das ocorrências envolvendo helicópteros no país entre 2025 e 2026.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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