O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou nesta segunda-feira (5) que “todos esperavam” que a eleição presidencial no Brasil fosse decidida no segundo turno. Em rápida declaração a jornalistas antes de embarcar para a Islândia, ele indicou que a administração de Donald Trump acompanhará de perto a nova disputa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcada para o próximo dia 25 de outubro.
A manifestação de Rubio ocorreu de forma sucinta, durando menos de dez segundos, e o representante americano evitou citar nominalmente os candidatos que avançaram no pleito. “Foi para o segundo turno e todos esperavam que isso fosse acontecer. Vamos ver como as coisas se desenrolam”, limitou-se a afirmar perante a imprensa.
A votação realizada no domingo definiu que a disputa pela presidência ocorrerá em uma nova etapa. O senador Flávio Bolsonaro obteve cerca de 47% dos votos válidos, enquanto o presidente Lula registrou pouco mais de 45% do total, consolidando o cenário de polarização política no país.
O governo dos Estados Unidos tem adotado uma postura de cautela pública sobre o pleito brasileiro, abstendo-se de declarar preferência explícita por qualquer um dos concorrentes, apesar da afinidade ideológica existente com Flávio Bolsonaro. Anteriormente, o próprio presidente Donald Trump já havia mencionado que monitora o processo eleitoral brasileiro de maneira muito próxima.
Paralelamente às falas de seu secretário de Estado, o presidente Donald Trump gerou repercussão ao cometer uma gafe nas redes sociais na mesma segunda-feira, quando confundiu o Brasil com a Índia ao comentar o pleito. A publicação foi corrigida horas depois, na qual Trump elogiou a rapidez da apuração eleitoral brasileira e aproveitou o exemplo para criticar o sistema de votação e contagem em cidades americanas controladas pelos democratas.
Com o resultado oficializado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o país se prepara para três semanas intensas de campanha rumo ao segundo turno. Os eleitores definirão nas urnas em 25 de outubro se Flávio Bolsonaro assumirá o comando do país aos 45 anos ou se Lula conquistará o seu quarto mandato presidencial aos 81 anos de idade.
Fonte: g1.globo.com
