O governador eleito do Paraná, senador Sérgio Moro (PL), já iniciou as articulações necessárias para garantir uma sólida base de sustentação na Assembleia Legislativa do Estado (Alep). Para governar com tranquilidade, Moro sabe que precisa reunir pelo menos 28 deputados estaduais, número que representa a maioria absoluta entre os 54 parlamentares da Casa.
O Partido Liberal (PL), legenda do governador eleito, conseguiu eleger 14 deputados, alcançando exatamente a metade do montante necessário. Para atingir a maioria exigida, a estratégia consistirá em atrair parlamentares de outras siglas, com destaque para o PSD, que possui uma bancada de igual tamanho, além de contar com o apoio de legendas como Novo, PP e União Brasil. A exceção, segundo o panorama político, ficará por conta dos partidos de esquerda, especialmente o PT.
Com essa configuração de forças, avalia-se que Moro não deverá enfrentar grandes dificuldades para edificar uma aliança consistente na Alep, contrariando apostas iniciais de setores da oposição. No entanto, o cenário em torno da disputa pela presidência da Assembleia Legislativa ainda permanece aberto e sujeito a negociações complexas com os deputados mais antigos.
Apesar da clara intenção do governador eleito de indicar o presidente da Casa legislativa, o processo poderá esbarrar na influência de lideranças tradicionais entre os parlamentares. Para contornar eventuais resistências e consolidar uma indicação de absoluta confiança, Moro precisará contar com um articulador político altamente eficiente.
Paralelamente às articulações legislativas, o tabuleiro político paranaense registra movimentações de prefeitos e lideranças regionais de olho nos próximos pleitos, bem como repercussões sobre os resultados eleitorais de deputados federais e estaduais em várias cidades do estado, refletindo a nova correlação de forças políticas que se desenha para os próximos anos.
Por fim, as especulações sobre a futura gestão estadual também apontam para os primeiros nomes cotados para compor o alto escalão do governo. Entre eles, destaca-se o vice-governador eleito e empresário Edson Vasconcelos, cotado para assumir a Secretaria de Infraestrutura, que deverá ser convertida em uma pasta de ampla abrangência estratégica.
Fonte: tnonline.uol.com.br
