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Morre aos 85 anos o artista plástico e mímico Juarez Machado

O artista plástico, pintor e mímico Juarez Machado faleceu aos 85 anos em Vassouras, no interior do Rio de Janeiro, vítima de uma parada cardíaca decorrente de pneumonia.

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Morre aos 85 anos o artista plástico e mímico Juarez Machado

O renomado artista plástico, pintor e mímico Juarez Machado faleceu nesta terça-feira (6), aos 85 anos, na cidade de Vassouras, localizada no interior do estado do Rio de Janeiro. A confirmação do passamento foi emitida pelo Instituto Internacional Juarez Machado (IIJM), organização fundada pelo próprio artista em sua terra natal, Joinville, por meio de um comunicado oficial divulgado em rede social.

Segundo as informações divulgadas, o criador estava hospitalizado desde o último dia 29 de setembro para o tratamento de um quadro de pneumonia, vindo a sofrer uma parada cardíaca fatal. Com uma trajetória artística que ultrapassou seis décadas, Machado deixa três filhos e uma imensa contribuição para a cultura brasileira.

Como forma de tributo ao legado deixado pelo mestre, a Prefeitura de Joinville decretou oficialmente luto oficial por três dias. Além disso, a instituição cultural criada pelo artista permanecerá com as portas fechadas para visitação pública entre esta quarta-feira e a próxima sexta-feira.

Nascido em solo catarinense em 16 de março de 1941, Juarez Machado construiu uma carreira multidisciplinar marcante, transitando com desenvoltura pela pintura, escultura, desenho, caricatura, cenografia e fotografia, além de atuar como escritor e ator ao longo de sua vida pública.

Antes de se consagrar no cenário artístico nacional e internacional, cursou a Faculdade de Belas Artes em Curitiba e atuou como cenógrafo na TV Paraná, onde foi condecorado como o melhor escultor do estado em 1962. Sua primeira exposição individual ocorreu em 1964, na Galeria Cocaco, na capital paranaense.

Posteriormente, radicado na capital fluminense, colaborou ativamente com publicações de grande circulação, como O Cruzeiro, O Pasquim e o Jornal do Brasil, estabelecendo forte convivência com importantes nomes da cultura brasileira, a exemplo de Ziraldo, Jaguar e Millôr Fernandes.

Na década de 1970, integrou a equipe de criação do programa Fantástico, da TV Globo. No ano subsequente, passou a protagonizar um quadro de humor onde realizava performances de mímica, interagindo em total silêncio e com o rosto pintado de branco com seus próprios traços e desenhos.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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