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Prisão de fundador do Ueno Bank leva à crise política e renúncia do presidente do Paraguai

Colapso de banco digital resulta em intervenção do Banco Central, prisões e pedido de impeachment contra Santiago Peña.

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Prisão de fundador do Ueno Bank leva à crise política e renúncia do presidente do Paraguai

O fundador do Ueno Bank, Federico Miguel Vázquez Villasanti, de 36 anos, foi preso na terça-feira, 3, após o Banco Central do Paraguai (BCP) decidir intervir na instituição financeira devido à insuficiência de capital. A medida ocorreu após o BCP identificar indícios de que o banco concedia empréstimos acima do limite legal para empresas ligadas ao Grupo Vázquez. A legislação do país estabelece um teto de 20% do patrimônio efetivo para operações de crédito com partes vinculadas.

Intervenção e crescimento acelerado

Conforme dados divulgados pelo jornal paraguaio ABC, o banco saltou de captações iniciais de depósitos públicos de 70 bilhões de guaranis para 3,45 trilhões de guaranis em pouco mais de dois anos. O BCP assumiu o controle do Ueno na terça-feira, depois que o conselho aprovou um processo de resolução para transferir depósitos a outras instituições antes da liquidação de ativos, uma vez que o índice de solvência caiu abaixo da metade do mínimo legal.

Crise política e renúncia

O escândalo gerou forte repercussão política no país e culminou na renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciada em um vídeo na quinta-feira, 5. Deputados da oposição já haviam apresentado um pedido de impeachment contra Peña e o vice-presidente Pedro Alliana por conflito de interesses e mau desempenho, após ligações do ex-presidente com investimentos na Ueno Holding serem expostas. Na sexta-feira, o Senado retomou o julgamento do processo de impeachment, enquanto Peña permanece no cargo até que ambas as Casas do Congresso aprovem sua renúncia.

Escrito por

Jeder Fabiano