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PGR reforça pedido para que todos os ministros do STF tenham acesso integral aos dados de Vorcaro

Procuradoria-Geral da República enviou nova manifestação ao presidente do STF defendendo acesso total aos dados do celular do ex-banqueiro.

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PGR reforça pedido para que todos os ministros do STF tenham acesso integral aos dados de Vorcaro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou neste sábado uma nova manifestação ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, defendendo que todos os ministros da Corte tenham acesso integral aos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro antes do julgamento marcado para a próxima terça-feira.

No documento enviado ao tribunal, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, reiterou a posição apresentada na véspera e afirmou considerar relevante que os integrantes do colegiado conheçam previamente a integralidade dos elementos necessários para formar convicção sobre o caso em análise.

O procurador destacou que, dadas as peculiaridades da causa, é fundamental que todos os ministros tenham conhecimento prévio do material posto em debate. A manifestação também foi assinada pelos subprocuradores-gerais da República Antônio Edílio Magalhães Teixeira e André de Carvalho Ramos, além do vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho.

O novo movimento da PGR ocorre logo após os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes se manifestarem publicamente pelo acesso integral aos dados do aparelho. Eles defenderam que o conteúdo completo seja compartilhado com todos os membros do STF antes da sessão que analisará o relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre o ex-banqueiro e Moraes.

Na sexta-feira, Gilmar Mendes enviou ofício a Fachin sustentando que o acesso restrito ao material compromete a colegialidade do tribunal. O magistrado pediu que, caso o ministro André Mendonça não disponibilize os arquivos, a Presidência do STF solicite diretamente à Polícia Federal o envio das cópias aos gabinetes dos ministros.

Por sua vez, André Mendonça informou a Fachin que o aparelho físico original está guardado nos depósitos da própria PF para preservar a cadeia de custódia da prova, esclarecendo que possui apenas uma cópia de segurança em disco rígido criptografado, enviada pela corporação em março de 2026, que permanece intacta e lacrada.

Em resposta, Cristiano Zanin contestou a justificativa e argumentou que o lacre de uma cópia de segurança não impede o compartilhamento com os demais julgadores. No mesmo sentido, Alexandre de Moraes reforçou o pedido e declarou que não cabe ao relator escolher quais documentos serão acessíveis ao colegiado para a realização do julgamento.

Fonte: g1.globo.com

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