As canetas emagrecedoras paraguaias que entram no Brasil pela fronteira de Mato Grosso do Sul são consideradas seguras pela autoridade sanitária do país vizinho quando possuem registro local. A informação foi prestada pela Dinavisa (Direção Nacional de Vigilância Sanitária) em meio ao acirramento da fiscalização nas rotas fronteiriças.
A manifestação do órgão paraguaio ocorre após meses de questionamentos sobre a circulação e a segurança dos medicamentos voltados para o emagrecimento que entram no território brasileiro de forma irregular. Segundo a Dinavisa, os produtos com registro sanitário no Paraguai cumprem rigorosamente todas as exigências locais, embora a responsabilidade regulatória mude fora de suas fronteiras.
Apesar da defesa do país vizinho, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mantém a posição de que medicamentos sem o devido registro no Brasil são considerados irregulares. A agência brasileira já proibiu a importação, a venda e o uso de diversas marcas que entram no país sem a devida autorização sanitária nacional.
O impacto dessa rota de contrabando é sentido de forma expressiva em Mato Grosso do Sul. Dados da Receita Federal apontam que, entre janeiro e julho, o Estado concentrou apreensões milionárias desses produtos, com um volume que superou em quase quatro vezes o registrado em todo o ano anterior.
Além dos produtos que possuem algum tipo de aval no Paraguai, autoridades sanitárias estaduais já flagraram a circulação de versões completamente clandestinas, sem registro nem mesmo no país de origem, encontradas em encomendas e cargas interceptadas em território sul-mato-grossense.
Questionada sobre a situação, a Anvisa informou que nenhum laboratório paraguaio apresentou até o momento pedido oficial de registro para esses medicamentos no Brasil. A agência reforça que a prioridade é garantir a segurança, a qualidade e a eficácia de qualquer tratamento comercializado para os consumidores brasileiros.
Fonte: www.campograndenews.com.br
