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Perícia aponta falha em lacre de 27 dispositivos apreendidos em operação contra produtora de ‘Dark Horse’

Relatório pericial revela falhas no lacre de 27 dispositivos eletrônicos apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo em investigação que apura supostos desvios para financiar cinebiografia de Jair Bolsonaro.

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Perícia aponta falha em lacre de 27 dispositivos apreendidos em operação contra produtora de ‘Dark Horse’

A perícia da Polícia Civil de São Paulo apontou que 27 dispositivos eletrônicos apreendidos por agentes durante uma operação contra a produtora do filme ‘Dark Horse’ não foram lacrados corretamente. Os equipamentos precisaram ser devolvidos para a devida adequação dos invólucros, visando a preservação da cadeia de custódia das provas.

De acordo com os documentos anexados ao inquérito, a falha ocorreu em nove notebooks, cinco aparelhos celulares e 13 pen drives. A perita criminal Viviane Menezes destacou em ofício que as guias de proteção apresentavam vão suficiente para a retirada de peças ou para a passagem de cabos de alimentação e transferência de dados.

O relatório pericial faz parte das investigações conduzidas pela Polícia Civil paulista e que foram compartilhadas com a Polícia Federal. O sigilo dos documentos foi retirado neste domingo (13) por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.

Os equipamentos em questão foram confiscados no dia 1º de junho, durante uma ofensiva policial realizada em residências e empresas ligadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Ferreira da Gama. Ela também comanda a Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme ‘Dark Horse’, que retrata a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A investigação apura suspeitas de fraude e desvio de recursos em um contrato milionário firmado entre o ICB e a Prefeitura de São Paulo. O acordo, avaliado em R$ 108 milhões anuais, previa a instalação de pontos de wi-fi gratuito na periferia da capital paulista, mas a polícia suspeita que parte do montante tenha sido redirecionada para a produção cinematográfica.

Após o apontamento das falhas nos lacres, os aparelhos foram devolvidos à delegacia responsável em 8 de junho para a readequação e, posteriormente, retornaram ao Instituto de Criminalística. Os registros indicam que os dados foram extraídos e repassados à investigação, embora os autos não especifiquem se houve violação efetiva do conteúdo em decorrência do problema inicial nos invólucros.

Fonte: g1.globo.com

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