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STF analisa nesta terça-feira se abre investigação contra Moraes por mensagens com Vorcaro

Pela primeira vez na história do STF, ministros se reúnem nesta terça-feira (15) para decidir se um colega de Corte deve ou não ser investigado, após relatório da PF apontar mensagens entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

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STF analisa nesta terça-feira se abre investigação contra Moraes por mensagens com Vorcaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (15) um julgamento histórico e sem precedentes em sua trajetória institucional. Pela primeira vez na história da Corte, os ministros se reúnem para decidir coletivamente se um magistrado do próprio tribunal deve ou não ser alvo de uma investigação formal.

O plenário do STF tem a missão de analisar um relatório elaborado pela Polícia Federal (PF) que aponta a existência de 52 mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que é o ex-proprietário do Banco Master e foi preso em decorrência de investigações sobre fraudes financeiras bilionárias.

Na véspera do julgamento, o ministro Alexandre de Moraes se manifestou publicamente sobre o caso pela primeira vez. Na ocasião, ele classificou a apuração conduzida contra ele como ilegal e assegurou categoricamente que jamais concedeu qualquer tipo de favorecimento ao ex-banqueiro Vorcaro.

A condução do caso no plenário prevê que o primeiro a proferir seu voto seja o presidente do STF, ministro Edson Fachin, que assumiu formalmente a relatoria do processo. A sessão aguardada para esta terça-feira ocorre em um cenário cercado de incertezas, abrangendo dúvidas sobre o rito a ser seguido, o quórum necessário e a própria extensão do que será votado pelos ministros.

Todo esse julgamento sensível acontece em meio a uma crise sem precedentes dentro do Supremo Tribunal Federal, marcada por intensas tensões e por uma verdadeira disputa de requerimentos entre os ministros da mais alta Corte do país. Para garantir a ordem, o tribunal montou um esquema rigoroso de segurança na região central de Brasília.

O acesso à Praça dos Três Poderes foi totalmente fechado ao público com policiamento reforçado, enquanto o prédio do STF adotou restrições severas para advogados, imprensa, assessores e funcionários. As medidas incluem o uso de detectores de metal, a proibição de celulares no plenário — que serão lacrados em sacos plásticos —, além de vedações ao consumo de alimentos e bebidas e a qualquer tipo de manifestação do público presente.

Fonte: g1.globo.com

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