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No STF, Gonet nega amizade com Vorcaro e diz que só falou uma vez com ex-dono do Banco Master

Procurador-geral da República afirmou no STF que não tem proximidade com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e que manteve apenas um contato breve em 2024.

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No STF, Gonet nega amizade com Vorcaro e diz que só falou uma vez com ex-dono do Banco Master

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou categoricamente nesta terça-feira (15) qualquer tipo de proximidade ou laço de amizade com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Durante manifestação no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), o chefe do Ministério Público declarou que conversou apenas uma única vez com o ex-banqueiro, descrevendo o episódio como um diálogo banal e brevíssimo ocorrido durante um evento coletivo no ano de 2024.

A sessão plenária foi marcada pelo presidente da corte, ministro Luiz Edson Fachin, com o objetivo principal de debater o relatório elaborado pela Polícia Federal. O documento em questão traz o registro de conversas mantidas entre o ex-proprietário do Banco Master e um interlocutor que é apontado pelos investigadores como sendo o ministro Alexandre de Moraes.

Mesmo enfrentando contestações internas de uma ala da cúpula da Procuradoria-Geral da República e tendo passado por reuniões de alinhamento com o presidente do STF sobre a conveniência de sua presença, Gonet decidiu comparecer pessoalmente ao plenário. Nos bastidores, avaliou-se a possibilidade de designar outro representante para a sessão, mas o próprio chefe do MPF optou por assumir a defesa de sua posição.

Em manifestação escrita apresentada no início do mês, a defesa do procurador-geral já havia apontado a nulidade do caso, argumentando que o ministro André Mendonça teria se valido da corporação policial para impor investigações impróprias. Para Gonet, a condução de diligências pré-processuais e de acusações foge à competência que a legislação reserva aos magistrados.

O nome de Paulo Gonet aparece citado no relatório policial em trechos onde o advogado Ciro Soares encaminha mensagens atribuídas ao chefe da PGR a Vorcaro. Além disso, as apurações indicam que o banqueiro teria sido acionado para barrar operações contra a instituição financeira e que o filho do procurador-geral teria sido convidado para um evento financiado pelo ex-banqueiro em Londres.

Diante da repercussão do caso, o Conselho Superior do Ministério Público Federal instaurou um procedimento interno no dia 3 de setembro para averiguar as menções ao nome do procurador-geral. Paralelamente, Gonet instituiu um grupo de trabalho especializado para conduzir os processos relativos ao Banco Master, dividindo responsabilidades com subprocuradores para mitigar a pressão institucional sobre o cargo.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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