Últimas notícias
BRASIL

Moraes aposta em vício processual e ausência de ato de ofício como defesa no caso Master

Ministro do STF sustenta tese de irregularidades processuais e nega existência de ato de ofício que o vincule ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X
Moraes aposta em vício processual e ausência de ato de ofício como defesa no caso Master

Os recentes posicionamentos do ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal, indicam que sua estratégia de defesa diante das apurações envolvendo o Banco Master se estruturará em duas frentes primordiais: questionar eventuais falhas e vícios no rito processual e refutar a existência de qualquer ato de ofício que o relacione à instituição financeira do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em um extenso documento de 44 páginas encaminhado como resposta a um despacho do ministro Edson Fachin, Moraes refutou as acusações de irregularidades e qualificou como falsa a investigação conduzida pela Polícia Federal. Durante as discussões na corte, o magistrado classificou o procedimento como uma investigação fraudulenta e expressou insatisfação com a discrepância de prazos atribuídos a ele e ao colega André Mendonça nos casos correlatos.

No aspecto estritamente processual, a defesa do ministro concentra-se em três pilares centrais: a contestação da competência de André Mendonça para ordenar a investigação de forma isolada, o questionamento acerca da legalidade na obtenção e preservação das provas, e a denúncia de um suposto pedido de Mendonça para incluí-lo em uma delação premiada.

Segundo a argumentação apresentada, caberia questionar a forma como a prova foi gerada e se houve quebra na cadeia de custódia das mensagens atribuídas a Moraes. Especialistas apontam que a discussão sobre a validade do relatório policial esbarra diretamente na apuração da conduta inicial do ministro que requereu a sua elaboração sem o aval prévio do plenário ou da Procuradoria-Geral da República.

No tocante ao mérito do caso, caso as investigações venham a prosseguir, a estratégia jurídica aponta para a ausência de um ato de ofício que pudesse estabelecer um elo formal entre o magistrado, o banco e Vorcaro. O ministro enfatiza que jamais atuou no julgamento de processos vinculados à instituição financeira, reforçando que a demonstração de uma ação concreta no exercício da função pública é elemento indispensável para a configuração de ilícitos dessa natureza.

Por fim, a defesa de Moraes também enquadra o processo como uma manifestação de perseguição política e tentativa de retaliação por parte de aliados de condenados em investigações sobre os atos golpistas anteriores, pontuando que o embate institucional reflete disputas contínuas dentro do cenário político e jurídico nacional.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Escrito por

admin