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Japão eleva juros ao maior nível em 31 anos e iene cai ao menor valor em duas semanas

O Banco do Japão elevou a taxa básica de juros para 1,25%, o patamar mais alto em 31 anos, buscando conter pressões inflacionárias, enquanto a moeda japonesa recuou frente ao dólar.

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Japão eleva juros ao maior nível em 31 anos e iene cai ao menor valor em duas semanas

O Banco do Japão, o banco central do país, elevou nesta sexta-feira (18) a sua taxa básica de juros para 1,25%, alcançando o nível mais elevado registrado em 31 anos. A instituição também sinalizou que novos aumentos podem ocorrer com o objetivo de conter a inflação, que apresentou uma desaceleração em agosto, atingindo 1,7%.

A decisão de elevar o juro em 0,25 ponto percentual foi aprovada por sete votos a favor e dois contrários. A medida já era amplamente aguardada pelo mercado financeiro, impulsionada pelo contexto de encarecimento dos preços de energia, fragilidade do iene e o avanço das taxas de juros em economias como os Estados Unidos e a União Europeia.

A pressão sobre as autoridades monetárias para encarecer o custo dos empréstimos intensificou-se diante das projeções de analistas, que apontam que a alta do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio continuará exercendo pressão inflacionária sobre a economia global.

Para atenuar o impacto sobre a população, o governo japonês implementou subsídios direcionados aos preços da gasolina e da eletricidade. Essa iniciativa colaborou para a desaceleração da alta de preços em agosto, conforme os dados oficiais divulgados pelo Ministério do Interior, situando-se abaixo do índice de 1,8% reportado no mês anterior, em julho.

Em reação direta à decisão da autoridade monetária, o iene sofreu depreciação, caindo para o seu menor nível em duas semanas frente ao dólar. A moeda foi cotada a 157,84 ienes por dólar, representando uma alta de 1,52% no câmbio em comparação ao fechamento do pregão anterior.

Estrategistas de mercado apontaram surpresa não apenas com o teor da decisão, mas também com a divisão na votação do comitê. Operadores de câmbio seguem vigilantes quanto a eventuais intervenções governamentais para sustentar a moeda japonesa, após advertências de Tóquio sobre a possibilidade de novas ações coordenadas no setor financeiro internacional.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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