Com a aproximação do período mais favorável à proliferação do mosquito Aedes aegypti, Mato Grosso do Sul passou a integrar uma ata compartilhada voltada para a aquisição de medicamentos e testes rápidos para o enfrentamento de arboviroses. Os preços registrados nos extratos somam R$ 4.894.603,47, mas o montante atende conjuntamente cinco entes e não representa uma despesa exclusiva do Estado.
Os extratos de sete atas foram formalmente publicados no Diário Oficial do Estado. O procedimento de licitação e registro de preços foi conduzido pelo Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central e abrange, além de Mato Grosso do Sul, o Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Rondônia.
A licitação conjunta contempla fármacos destinados ao tratamento dos sintomas de dengue, chikungunya, Zika e febre do Oropouche, além de testes rápidos para o diagnóstico das três primeiras doenças. Os documentos oficiais detalham os números dos itens vencidos por cada empresa participante, embora ainda não especifiquem os medicamentos exatos ou os quantitativos reservados de forma individualizada para o território sul-mato-grossense.
As atas possuem vigência de 12 meses e operam como uma tabela de preços previamente contratados. Desse modo, os governos signatários têm a prerrogativa de solicitar os produtos conforme a demanda real dos serviços de saúde, o que significa que a publicação oficial não constitui um gasto imediato nem obriga o desembolso integral do valor global de quase R$ 4,9 milhões.
Entre as empresas contempladas nos registros de preços, a maior ata foi firmada com a Halex Istar Indústria Farmacêutica, no valor de R$ 1,73 milhão. Logo abaixo figuram a Prati, Donaduzzi & Cia, com R$ 1,49 milhão, e a Bridge Comércio Internacional e Logística, com R$ 830,8 mil.
O pacote também inclui montantes de R$ 546,7 mil destinados à Ello Distribuição, R$ 267,7 mil à Inovamed Hospitalar, R$ 13 mil à Biosul Produtos Diagnósticos e R$ 4,2 mil à Eco Diagnóstica.
A formalização dessa estratégia ocorre antes dos meses tipicamente marcados pelo aumento das preocupações com o vetor. As condições de calor e o incremento do volume de chuvas favorecem o acúmulo de água parada, acelerando o ciclo de reprodução do Aedes aegypti, vetor responsável pela transmissão de dengue, chikungunya e Zika. A febre do Oropouche, embora também seja uma arbovirose contemplada, tem sua transmissão associada principalmente ao mosquito-pólvora, conhecido como maruim.
Fonte: www.campograndenews.com.br
