Cuba enfrentou nesta sexta-feira (18) mais um apagão generalizado em âmbito nacional, marcando o sétimo episódio de colapso total do sistema elétrico desde o início do ano. A falha agrava ainda mais a profunda crise energética que castiga o país caribenho, que também lida com forte pressão política internacional e severas restrições econômicas impostas pelos Estados Unidos.
Em comunicado oficial divulgado por meio da rede social X, o Ministério de Energia e Minas de Cuba reportou uma “desconexão total do Sistema Elétrico”, informando que as equipes técnicas já acionaram os protocolos necessários para tentar iniciar o processo de recuperação da rede.
Posteriormente, a empresa estatal União Elétrica detalhou que o blecaute total ocorreu após uma grave falha em linhas de transmissão. O problema estrutural somou-se a condições meteorológicas desfavoráveis e instáveis na região, deixando toda a porção oeste do território cubano completamente desprovida de fornecimento de energia elétrica.
Com este evento, o país acumula sete apagões nacionais ao longo de 2026 e doze ocorrências semelhantes desde o final de 2024. A população de 9,4 milhões de habitantes sofre rotineiramente com cortes prolongados, alimentados pelo estado altamente obsoleto das usinas termelétricas locais, cujas tecnologias datam do período da antiga União Soviética.
A gravidade da situação intensificou-se desde janeiro, em decorrência do bloqueio econômico e das restrições de Washington que dificultam fortemente a importação de petróleo e diesel necessários para movimentar as usinas. O governo de Miguel Díaz-Canel depende atualmente de geradores de emergência e de suprimentos pontuais, como a carga de um petroleiro russo recebida em março com autorização americana.
Os impactos do colapso refletem-se imediatamente no cotidiano da população, provocando a interrupção no bombeamento de água e falhas na rede de telefonia. Enquanto autoridades cubanas atribuem a responsabilidade da crise às sanções punitivas dos Estados Unidos, o governo americano aponta falhas de gestão e má administração econômica por parte do regime da ilha.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
