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Foto no telefone de Daniel Vorcaro mostra Paulo Gonet fumando charuto com ex-banqueiro em Londres

Imagem extraída do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pela Polícia Federal revela o procurador-geral da República, Paulo Gonet, fumando charuto em Londres ao lado de autoridades.

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Foto no telefone de Daniel Vorcaro mostra Paulo Gonet fumando charuto com ex-banqueiro em Londres

Uma imagem do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao lado de Daniel Vorcaro, em Londres, no Reino Unido, está entre as mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro, que foi dono do Banco Master, pela Polícia Federal (PF). As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo e confirmadas por órgãos oficiais.

Na fotografia publicada, Vorcaro aparece sentado próximo a Gonet e a outros dois homens. O chefe da Procuradoria-Geral da República segura um charuto nas mãos, enquanto os quatro integrantes aparecem sentados e separados por duas mesas equipadas com copos de uísque.

O registro foi enviado a Daniel Vorcaro pelo advogado Ciro Soares, ex-defensor do Banco Master, em 19 de junho de 2025. O arquivo veio acompanhado da mensagem “PG me mandou”, em referência direta às iniciais de Paulo Gonet. Questionada pela reportagem, a PGR confirmou a autenticidade do material fotográfico e destacou que o próprio Gonet já havia admitido publicamente a participação em um evento organizado por Vorcaro que contou com a presença de diversas autoridades.

A PGR também pontuou que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por relatar as investigações referentes ao caso Master, avaliou que a menção ao procurador-geral nas conversas não apresentava gravidade. As mensagens e os dados do relatório da PF foram tornados públicos em 1 de setembro por ordem de Mendonça.

Durante a tramitação no STF, o caso foi levado ao plenário da Corte para análise. O julgamento, iniciado em uma terça-feira, acabou sendo interrompido após um pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino. Alvo de citações no documento da Polícia Federal, Gonet defendeu a nulidade do relatório e argumentou que a produção do material, embora solicitada por Mendonça, exigiria um pedido prévio formalizado pela PGR ou pela PF.

Adicionalmente, o procurador-geral sustentou que investigações envolvendo membros da Suprema Corte precisam de autorização prévia do plenário do STF, procedimento que, segundo ele, não teria ocorrido. Apesar de o relatório da PF apontar proximidade entre o banqueiro e o chefe do Ministério Público Federal, Gonet declarou perante o tribunal que seu relacionamento com Vorcaro nunca foi de proximidade e classificou a única ligação entre ambos como brevíssima e banal.

Fonte: g1.globo.com

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