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Prefeitura do Rio vai desapropriar casarão após desabamento no Cosme Velho

Prefeito Eduardo Cavaliere anunciou a desapropriação de casarão histórico que desabou parcialmente no Cosme Velho, ferindo duas pessoas, além de outros imóveis na região.

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Prefeitura do Rio vai desapropriar casarão após desabamento no Cosme Velho

A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que vai desapropriar o que restou de um casarão histórico de dois andares que sofreu um desabamento parcial na manhã de sábado no bairro do Cosme Velho, localizado na zona sul da capital fluminense. O incidente resultou em ferimentos em duas pessoas que transitavam pelo local no momento da queda.

As vítimas atingidas pelos escombros foram uma mulher de 43 anos e sua filha, uma criança de dois anos que estava em um carrinho de bebê. Ambas receberam atendimento imediato do Corpo de Bombeiros e foram encaminhadas para uma unidade hospitalar da região.

O anúncio da desapropriação foi oficializado pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD). De acordo com a gestão municipal, além do terreno do casarão atingido, a prefeitura também vai desapropriar outros imóveis considerados importantes na mesma região, como a Casa Portinari, situada do outro lado da rua, e o Solar dos Abacaxis, localizado no mesmo bairro.

Segundo o prefeito, a intervenção tem como objetivo principal evitar novos episódios motivados pela falta de conservação e pela omissão dos proprietários em relação à preservação do patrimônio histórico. A prefeitura pretende utilizar o mecanismo de desapropriação para posteriormente levar os bens a leilão público, conferindo-lhes novas destinações de utilidade para a população.

O desabamento também comprometeu um imóvel vizinho, fazendo com que ambos os prédios fossem devidamente interditados pela Defesa Civil. Como medida emergencial para mitigar riscos de novos acidentes, a Secretaria Municipal de Conservação realizou a demolição dos segundos andares das duas construções afetadas.

As edificações afetadas abrigavam historicamente uma antiga casa de cômodos com dez quartos e arquitetura eclética, além de uma tradicional panificação que funcionou no endereço por décadas. Os locais encontravam-se em estado de completo abandono, apesar de registros recentes em plataformas imobiliárias indicarem a tentativa de venda do casarão principal por valores milionários.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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