O tráfego marítimo no Estreito de Hormuz registrou uma queda drástica durante o último final de semana, compreendido entre os dias 19 e 20 de setembro. Informações divulgadas apontam que a passagem, considerada de extrema relevância global, viu o número de navios de carga despencar de 35 para apenas 12 embarcações.
Dados de navegação citados pelo jornal New York Post evidenciam que a rota, historicamente utilizada para o escoamento de cerca de um quinto de todo o petróleo e do gás natural liquefeito consumido no planeta, opera atualmente com um fluxo bastante reduzido de embarcações comerciais.
Estatísticas provisórias fornecidas pela empresa de monitoramento Kpler detalham que apenas seis embarcações rastreáveis cruzaram a via no domingo. Desse total registrado, quatro navios realizaram a saída da região do Golfo, enquanto dois pequenos petroleiros conseguiram entrar.
Para efeito de comparação com o cenário anterior, o panorama logístico era significativamente mais intenso antes do início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, deflagrado em 28 de fevereiro. Naquele período, a passagem recebia uma média de 125 grandes navios comerciais diariamente, abrangendo petroleiros, embarcações de gás, cargueiros de granéis e porta-contêineres.
Apesar da retração geral no final de semana, o setor petrolífero apresenta algumas variações pontuais na região. As exportações da Arábia Saudita, por exemplo, registraram recuperação e superaram a marca de 4 milhões de barris por dia no mês de setembro, após sofrerem uma baixa para 2,4 milhões no mês anterior.
Além disso, levantamentos referentes à semana iniciada em 13 de setembro mostram que 13 petroleiros foram responsáveis pelo transporte de 34 milhões de barris de petróleo através do estreito. Deste volume total movimentado, a Arábia Saudita respondeu por metade, enquanto o Iraque participou com uma fatia de 35%.
Fonte: noticias.uol.com.br
