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Anvisa apreende medicamento falsificado usado contra câncer de mama

Unidades do medicamento Phesgo, fabricadas em junho de 2025, foram retiradas de circulação após alerta da fabricante sobre falsificação.

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Anvisa apreende medicamento falsificado usado contra câncer de mama

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de unidades falsificadas do medicamento Phesgo, amplamente utilizado no tratamento de determinados casos de câncer de mama. A medida restritiva atinge especificamente as unidades do lote B5011B05, que trazem a data de fabricação indicada como “06/2025”. A resolução oficial foi publicada no Diário Oficial da União.

O alerta que motivou a ação fiscalizatória partiu da própria fabricante do remédio, a empresa Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A. A companhia comunicou formalmente à Anvisa que identificou no mercado unidades com características físicas e rotulagens diferentes das apresentadas pelo produto original, confirmando a fraude.

Com a publicação da resolução, fica expressamente proibido o armazenamento, a comercialização, a distribuição, a exportação, a importação e a utilização das unidades pertencentes ao lote irregular. Como o Phesgo é um fármaco sensível e vital para pacientes oncológicos, a rápida identificação e retirada de circulação das versões falsificadas representam uma medida crucial de proteção à saúde pública.

A mesma resolução da agência reguladora também alcançou outros produtos do mercado farmacêutico. Entre eles está o Dysport, medicamento à base de toxina botulínica tipo A. A fabricante Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda. notificou que não reconhece como originais três lotes do produto: o lote P08191 (validade até 04/2029), o lote P08192 (validade até 05/2029) e o lote P22368 (validade até 02/2029). Para estes, também foram decretadas a apreensão e a proibição total de uso e comercialização.

Além dos recolhimentos por falsificação, a Anvisa impôs sanções relacionadas à propaganda irregular de compostos. A empresa Queen Pharma Aesthetic Ltda. teve suspensa a divulgação de uma extensa lista de medicamentos manipulados que eram anunciados no Instagram em desacordo com as normativas de boas práticas de manipulação. No rol de itens suspensos constam nomes comerciais como Lidocaína 2% sem vasoconstritor, Desinflame, Morusil Slim+, Hepato Detox, Metabolismo Power, entre outros. A Farmácia Malheiro Ltda. sofreu punição semelhante, com a suspensão de propagandas veiculadas em seu site oficial.

Por fim, a agência federal proibiu a comercialização e a propaganda de diversos produtos derivados de cannabis que estavam sendo comercializados por uma empresa não identificada por meio de um site na internet e em redes sociais. Segundo o órgão regulador, os itens comercializados não possuíam nenhum tipo de registro, notificação ou autorização válida, operando totalmente à margem da legislação sanitária vigente no país.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano