Últimas notícias
BRASIL

Candidatos ao Senado elegem suplentes milionários de olho no financiamento de campanha

Levantamento com base em dados do TSE mostra que postulantes ao Senado priorizaram nomes com alto poder aquisitivo para a suplência, visando o suporte financeiro e contatos empresariais.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X
Candidatos ao Senado elegem suplentes milionários de olho no financiamento de campanha

Na corrida eleitoral para o Senado Federal, diversos candidatos priorizaram figuras milionárias para preencher as vagas de suplentes em suas chapas. A estratégia evidencia o foco em potenciais financiadores de campanha e facilitadores de diálogo com o empresariado regional. Tradicionalmente, os suplentes assumem o mandato em casos de afastamento dos titulares ou por meio de acordos políticos que permitem períodos de vacância temporária.

Dados compilados a partir do Tribunal Superior Eleitoral indicam que a média de patrimônio dos concorrentes ao posto de primeiro suplente alcança R$ 9 milhões, superando com folga a média de bens declarados pelos titulares, que fica em R$ 3,9 milhões. Entre os segundos suplentes, o patamar financeiro também é expressivo, registrando média de R$ 3,1 milhões. Considerando as legendas com assento no Congresso, 42% dos suplentes possuem fortunas superiores às dos titulares.

Entre os exemplos de maior destaque está o empresário Luiz Osvaldo Pastore, integrante da chapa de Eduardo Gomes no Tocantins, que declarou bens avaliados em R$ 677 milhões. No Paraná, Wilson Picler figura como suplente de Deltan Dallagnol com um patrimônio de R$ 478,6 milhões. Já no Mato Grosso, Odilio Balbinotti Filho compõe a chapa encabeçada por Zé Medeiros, ostentando uma fortuna declarada de R$ 359,7 milhões.

O histórico de doações eleitorais dessas figuras reforça o peso estratégico de suas presenças nas chapas. Até o mês de setembro, os suplentes já haviam injetado milhões de reais em repasses para campanhas. Professor Picler despontou como o maior doador interno para chapas ao Senado, enquanto Pastore e outros nomes também destinaram recursos expressivos para candidatos a cargos legislativos e executivos em diversos estados.

Além da capacidade financeira, alianças políticas e inserções institucionais também pesam na composição das chapas. Em Alagoas e Minas Gerais, figuras de destaque no esporte e na Câmara dos Deputados foram integradas às candidaturas. Em Pernambuco, o senador Humberto Costa apostou na inclusão do ex-deputado Luciano Bivar como suplente, ilustrando a busca por convergência entre correntes ideológicas distintas.

As vagas em disputa no Senado são especialmente cobiçadas devido à duração do mandato de oito anos e ao poder de indicação de emendas parlamentares, que supera o de deputados. Além disso, a autonomia dos senadores sobre seus mandatos e a flexibilidade para negociar licenças tornam a suplência um posto de alta relevância estratégica no tabuleiro político nacional.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Escrito por

admin