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Greves da Caixa e Correios continuam após impasses nas negociações

Paralisações seguem com trabalhadores da Caixa rejeitando proposta e TST adiando julgamento sobre os Correios, com o plano de saúde como principal impasse.

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Greves da Caixa e Correios continuam após impasses nas negociações

As greves dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal e dos Correios continuam nesta segunda-feira (21) após novos impasses nas negociações entre as categorias e as empresas estatais. Enquanto os bancários rejeitaram uma proposta apresentada pela Caixa em assembleias, a paralisação dos Correios ganhou mais tempo com a suspensão do julgamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que analisaria se o movimento é abusivo.

Na Caixa, a greve nacional já dura 11 dias e continua depois que os trabalhadores votaram contra a proposta apresentada pelo banco. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro havia orientado os sindicatos a aprovarem o acordo nas assembleias realizadas nesta segunda, mas a orientação não foi seguida pela categoria.

Entre os principais pontos da proposta rejeitada estavam mudanças relacionadas às condições de trabalho e ao plano de saúde. A Caixa propôs o fim do limite de idade dos filhos para utilização das horas destinadas ao acompanhamento familiar, além de flexibilizações de jornada e mobilidade para empregados com deficiência. No entanto, o plano de saúde seguiu como ponto de divergência, prevendo redução do teto anual de coparticipação e fixação de valores para atendimento de pronto-socorro.

Nos Correios, a situação também permanece indefinida após o TST suspender o julgamento que analisaria a abusividade da paralisação. O ministro Vieira de Mello Filho determinou um prazo de 48 horas para que as federações dos trabalhadores analisassem novos documentos juntados ao processo, remarcando a retomada da sessão para a próxima quinta-feira (24).

A greve dos Correios começou após a falta de acordo para o novo Acordo Coletivo de Trabalho, tendo o plano de saúde como principal divergência. A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios sustenta que a mudança na estrutura do benefício afeta mais de 170 mil trabalhadores entre ativos, aposentados e dependentes, mantendo a orientação para que a categoria siga paralisada até nova deliberação.

Enquanto isso, a administração dos Correios informou que mantém as agências abertas e adotou um plano de ação para reduzir os impactos operacionais com mutirões de entrega e remanejamento de servidores administrativos. Com os impasses mantidos em ambas as instituições, os trabalhadores seguem mobilizados aguardando novos desdobramentos nas mesas de negociação e na Justiça.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano