A Organização das Nações Unidas (ONU) inicia nesta terça-feira (22) a sua 81ª Assembleia Geral, sediada em Nova York, nos Estados Unidos, em meio a um cenário de grave crise existencial e institucional. O evento deste ano reúne líderes de todo o planeta e conta com cobertura especial in loco para detalhar os bastidores, as principais tensões diplomáticas e as curiosidades que envolvem o encontro de chefes de Estado.
Nesta edição do evento internacional, o secretário-geral da entidade fará um apelo incisivo pela própria sobrevivência da organização. A ONU atualmente enfrenta severos cortes de verbas e lida diretamente com ataques contínuos de críticos influentes, grupo liderado pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump.
Seguindo a tradição diplomática que cabe ao Brasil abrir os debates de alto nível, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva será o primeiro líder a discursar na tribuna da Assembleia Geral. Logo após a participação brasileira, será a vez do pronunciamento de Donald Trump, o que atrai grande atenção da imprensa internacional e dos analistas de relações exteriores.
No ano passado, Lula e Trump chegaram a se cruzar brevemente nos corredores do evento, mas a química inicial entre ambos acabou desandando ao longo dos meses seguintes devido a divergências políticas e econômicas. A expectativa nos bastidores é de que o líder brasileiro aproveite o espaço para realizar uma defesa veemente do multilateralismo e da soberania nacional.
Fundada em 1945, logo após o término da Segunda Guerra Mundial, a Organização das Nações Unidas foi concebida como um instrumento internacional regulador de conflitos e das relações pacíficas entre as nações. Composta atualmente por 193 países membros — incluindo o Brasil —, a instituição completou recentemente oito décadas de atuação como a principal autoridade multilateral do planeta.
A cobertura completa e os discursos oficiais dos líderes mundiais estão sendo transmitidos ao vivo diretamente de Nova York, permitindo que o público acompanhe em tempo real os desdobramentos políticos, as negociações diplomáticas e os debates cruciais para o futuro das relações internacionais durante a semana da 81ª Assembleia Geral.
Fonte: g1.globo.com
