Trabalhar nas eleições não é considerado um emprego temporário e tampouco dá direito a salário em dinheiro. No entanto, a função está longe de ser um trabalho voluntário comum sem compensações, oferecendo uma série de garantias e benefícios previstos pela legislação para quem atua na organização do pleito.
Quem atua como mesário tem direito a dois dias de folga para cada dia trabalhado nas eleições, sem que haja qualquer desconto no salário. Além disso, a participação no treinamento obrigatório garante mais dois dias de descanso remunerado, permitindo que o trabalhador acumule vantagens expressivas.
Na prática, o cidadão que participa da capacitação, trabalha no primeiro turno e também atua em um eventual segundo turno pode acumular até seis dias de folga. Cabe destacar que o segundo turno ocorre apenas quando necessário nas disputas para presidente da República e governador, estando marcado para o dia 25 de outubro de 2026.
Além dos dias de descanso, os mesários recebem um auxílio-alimentação de R$ 65 por turno de votação. Quem cumpre a função nos dois turnos recebe o montante total de R$ 130. Para candidatos em concursos públicos, o serviço eleitoral pode servir como critério de desempate, desde que expressamente previsto no edital do certame.
Estudantes de instituições conveniadas também encontram vantagens ao utilizar o trabalho eleitoral e o treinamento para cumprir exigências de atividades extracurriculares. Em alguns estados, há benefícios adicionais, como a oferta de meia-entrada em eventos culturais e esportivos por dois anos após a eleição, além de isenções em taxas de concursos públicos locais.
Para as eleições de 2026, mais de 1,9 milhão de pessoas se cadastraram ou foram convocadas, distribuídas por centenas de milhares de seções em todo o país. As regras de folga exigem combinação prévia com o empregador mediante apresentação de declaração oficial emitida pela Justiça Eleitoral, sendo válidas para todos os vínculos empregatícios ativos na época do pleito.
Fonte: g1.globo.com
