Equipes que cumprem mandados da Operação Infiltrados, deflagrada nesta quinta-feira (24), buscam imagens de câmeras de segurança na região do Carandá Bosque, em Campo Grande, para descobrir se o delegado Hoffman D’Ávila deixou a residência na madrugada, antes da chegada dos agentes, que apareceram por volta das 5 da manhã.
Hoffman é alvo de mandado de prisão e de busca e apreensão, mas não estava na residência no momento da diligência. Agora, os investigadores procuram registros de câmeras instaladas nas proximidades para verificar quando ele deixou o imóvel e se houve alguma movimentação considerada atípica durante a madrugada.
Uma das questões que os agentes tentam esclarecer é se a saída ocorreu antes da operação e se há algum elemento que indique que o delegado tinha conhecimento prévio de que seria alvo. Até o momento, porém, não há confirmação oficial de fuga para evitar o cumprimento da ordem judicial.
Agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) estiveram dentro da residência, acompanhados por uma equipe da Polícia Civil, para realizar as buscas regulamentares. O advogado Amilton Ferreira de Almeida conversou por chamada de vídeo com Hoffman durante o procedimento e limitou-se a dizer que apenas ocorriam buscas no local.
A Operação Infiltrados foi deflagrada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) com o objetivo de cumprir dezenas de mandados de prisão preventiva, temporária e de busca e apreensão em cidades como Campo Grande, Dourados e Terenos. A investigação apura a suspeita de envolvimento de agentes de segurança em um esquema de desvio e revenda de drogas.
Conforme o Ministério Público, a apuração teve início em outubro de 2025 com base em provas obtidas em operações anteriores. O grupo é suspeito de retirar entorpecentes apreendidos em ocorrências ou diretamente de depósitos de delegacias para devolvê-los ao mercado ilegal por meio de traficantes associados.
Fonte: www.campograndenews.com.br
