O diplomata Rodrigo de Azeredo Santos, que atualmente atua como embaixador do Brasil na Noruega, deverá assumir em breve a presidência do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). A transição marca um novo momento para a liderança da entidade que representa o setor mineral nacional.
A escolha do nome de Santos para o comando da instituição prevê a sua chegada para suceder a Raul Jungmann. O antigo dirigente esteve à frente do instituto e faleceu em 18 de janeiro deste ano, vítima de um câncer de pâncreas.
Para que a transição seja oficializada, o nome do diplomata ainda precisa passar pelo crivo e ser referendado pelo conselho de administração do instituto. No entanto, internamente, essa etapa é tratada estritamente como uma formalidade burocrática.
O Ibram desempenha um papel central como o principal porta-voz da mineração no território brasileiro, congregando mais de 300 associados de peso. Entre as atribuições do cargo de presidente está a condução do diálogo direto com órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Mineração.
Além disso, cabe ao líder da entidade promover e defender o potencial estratégico do Brasil no mercado internacional de minerais críticos. A pauta tem ganhado relevância em função da transição energética global e da demanda por insumos tecnológicos.
Ao longo de sua trajetória profissional, Rodrigo de Azeredo Santos acumulou experiência diplomática relevante. Ele já serviu como embaixador em países como Dinamarca, Islândia e Irã, além de ter exercido a função de assessor especial de assuntos federativos e parlamentares no primeiro governo do presidente Lula, em 2003.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
