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Valderi Garcia quer levar luta indígena e trabalhadores ao Senado

Candidato pelo PCO, o indígena Guarani Kaiowá Valderi Garcia defende mudanças no sistema financeiro, direitos territoriais e a união de diferentes setores sociais em sua campanha ao Senado por Mato Grosso do Sul.

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Valderi Garcia quer levar luta indígena e trabalhadores ao Senado

Valderi Garcia (PCO), candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul, afirma que sua entrada na política nasceu da experiência de viver entre dois mundos: a comunidade indígena onde nasceu, na aldeia Jaguapiru, em Dourados, e as cidades do estado, onde passou duas décadas trabalhando. Morador local, o indígena Guarani Kaiowá busca focar seus projetos nos trabalhadores e nas pautas dos povos originários.

Aos 6 anos, Valderi deixou a aldeia e passou por municípios como Camapuã, Naviraí e Maracaju. Na maior parte desse período, trabalhou na construção civil e conciliou a rotina profissional com os estudos. Aos 37 anos, retornou à aldeia e concluiu a educação básica pela modalidade EJA (Educação de Jovens e Adultos), além de obter cursos técnicos nas áreas de logística, gestão e negócios. Anteriormente, em 2024, ele já havia disputado a prefeitura de Dourados pelo mesmo partido.

Segundo o candidato, o retorno à comunidade indígena mudou sua percepção sobre os conflitos envolvendo direitos territoriais e políticas públicas. Ele relatou ter visto parentes sofrendo, sendo reprimidos pelas forças policiais e reivindicando espaço territorial e água. Valderi decidiu entrar na política para defender os povos originários, mas ressalta que sua atuação pretende abranger outros grupos afetados pelo modelo econômico atual.

No aspecto econômico, ao falar sobre a atuação que pretende ter no Senado, Valderi coloca como principal bandeira uma mudança no sistema financeiro brasileiro. Ele critica a política de juros e defende alterações na forma como o país administra recursos públicos, afirmando que qualquer casa legislativa, executiva ou judiciária deve encarar modificações no sistema monetário do país.

O candidato também criticou a cobrança de juros elevados e a concentração de renda, argumentando que é preciso mexer com setores que lucram sem realizar trabalho braçal. Além disso, ele defendeu uma união ampla entre diferentes setores sociais, incluindo trabalhadores urbanos e rurais, movimentos sociais como o MST, mulheres, pessoas LGBTQIA+ e empresários de médio e grande porte que geram empregos.

Durante sua campanha, Valderi também pontuou as desigualdades de estrutura entre candidaturas de legendas maiores e menores, citando a diferença no acesso a recursos financeiros e tempo de televisão. Casado e pai de quatro filhos, ele concluiu fazendo um apelo aos eleitores para que analisem os projetos dos candidatos com atenção, evitando votos baseados apenas na emoção ou na paixão.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano