A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), retornou ao Ministério da Saúde, em Brasília, para cobrar um posicionamento sobre os pedidos de ampliação de recursos federais destinados aos serviços de média e alta complexidade no município. A viagem oficial ocorreu na última quarta-feira (23), quatro meses após o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, apresentar ao ministro Alexandre Padilha uma solicitação de aproximadamente R$ 4 milhões voltada para o custeio hospitalar.
A agenda na capital federal foi detalhada pela prefeita nesta sexta-feira (25), durante a solenidade de assinatura da ordem de serviço destinada a obras de infraestrutura e asfalto no Jardim Santa Emília, além dos bairros Aquarius I e II. De acordo com Adriane Lopes, o encontro ocorreu com o corpo técnico do ministério e teve como principal finalidade acompanhar o andamento dos ofícios protocolados pela administração municipal.
“A gente encaminha os ofícios solicitando a ampliação de serviços e foi pessoalmente cobrar resposta aos ofícios enviados”, declarou a prefeita. Ela destacou que o secretário Marcelo Vilela acompanhou a agenda e mencionou a possibilidade de uma nova reunião em Brasília no prazo de 15 dias, embora não tenha especificado o montante exato cobrado nesta nova visita.
Para fundamentar a necessidade de repasses financeiros maiores, a chefe do Executivo municipal argumentou que a rede pública de saúde da Capital presta atendimento a um volume de pacientes que supera consideravelmente a população residente oficial. Segundo os dados apresentados, a cidade possui cerca de 1,6 milhão de cadastros ativos vinculados ao Cartão SUS.
Em maio, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) já havia pontuado que esse alto número de registros decorre também da forte demanda de pacientes procedentes do interior do estado em busca de atendimento médico especializado em Campo Grande. Em contrapartida, as estimativas oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calculam a população da Capital em 970.843 habitantes para o ano de 2026.
“Tenho que bater na porta do governo federal, apresentar os meus dados e pedir mais recurso, porque o que a gente recebe é insuficiente para a cobertura da saúde na Capital”, reforçou a prefeita, pontuando a defasagem no financiamento histórico do setor.
Em junho, o secretário Marcelo Vilela já havia se reunido com o ministro Alexandre Padilha para negociar a liberação de cerca de R$ 4 milhões destinados à Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar do SUS (MAC). Na época, a pasta municipal informou que a proposta contava com parecer técnico favorável, mas a efetiva liberação ainda aguardava o aval definitivo da cúpula do ministério, com o alerta de que os repasses federais não sofriam reajustes expressivos desde o ano de 2006.
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