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Mendonça determina remoção de postagens de Erika Hilton e Leonardo Boff sobre Nossa Senhora

Ministro André Mendonça atendeu a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e ordenou a retirada imediata de centenas de publicações em redes sociais.

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Mendonça determina remoção de postagens de Erika Hilton e Leonardo Boff sobre Nossa Senhora

O ministro André Mendonça determinou a exclusão imediata de centenas de publicações em redes sociais associadas a figuras públicas, incluindo a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) e o teólogo Leonardo Boff. A decisão atende a uma solicitação apresentada pela equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

No total, a determinação lista ao menos 469 publicações provenientes de 315 contas distintas distribuídas em plataformas como Meta (Instagram e Facebook), X (antigo Twitter), TikTok e YouTube. O magistrado também ordenou que as empresas utilizem ferramentas tecnológicas para identificar e bloquear cópias idênticas do material, abrangendo formatos variados como memes, textos e vídeos, sob pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

A distribuição dos links removidos concentra-se majoritariamente no X, com 396 links mapeados, seguido por TikTok, Instagram, Facebook e YouTube. A defesa de Flávio Bolsonaro havia apresentado um relatório com um volume ainda maior de postagens suspeitas, contabilizando mais de duas mil ocorrências em diversas contas.

A controvérsia jurídica teve origem após a propagação de conteúdos que associavam o político a uma suposta iniciativa para destituir Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil. A celeuma ganhou força depois de uma declaração anterior em que o candidato afirmou que, caso eleito, pretendia declarar que o país pertence ao Senhor Jesus Cristo.

Na avaliação do magistrado, as postagens analisadas ultrapassaram o limite da crítica política legítima ao disseminarem informações inverídicas ou gravemente descontextualizadas, passíveis de influenciar o discernimento do eleitorado durante o pleito. A medida cautelar reforça o rigor da Justiça Eleitoral no combate à circulação de dados falsos nas plataformas digitais.

Além dos nomes já citados, a lista de perfis atingidos por apurações e decisões correlatas envolveu outros atores políticos e movimentos sociais. A determinação judicial evidencia o acirramento das disputas no ambiente digital e o uso intensivo dos mecanismos jurídicos para conter a propagação de conteúdos considerados lesivos à honra dos candidatos.

Fonte: noticias.uol.com.br

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