O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, assinou nesta sexta-feira (25), na Aldeia Pirajuí, em Paranhos, três termos que somam R$ 7,2 milhões voltados para a produção agrícola, compra de alimentos e planejamento territorial de comunidades guarani-kaiowá. A agenda também contou com a presença da presidente da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), Joenia Wapichana, além de caciques, conselhos e lideranças locais para um balanço das ações federais na região de Mato Grosso do Sul.
Os recursos anunciados serão divididos entre a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e o IFPR (Instituto Federal do Paraná). Do total, R$ 2 milhões serão aplicados no apoio direto à produção agrícola, R$ 2.009.556,12 na aquisição de alimentos e R$ 3.193.950 na elaboração de planos de gestão territorial em dez áreas indígenas do estado.
Ao comentar sobre os investimentos, o ministro Eloy Terena destacou que o objetivo central é equiparar as condições de produção das comunidades. “Que as comunidades indígenas tenham as mesmas chances que as comunidades não indígenas. Que possam produzir seu próprio alimento e manter suas famílias”, afirmou. A divulgação inicial não detalhou a quantidade exata de tratores ou equipamentos que serão adquiridos e nem quais localidades específicas receberão os itens.
A reunião realizada na Aldeia Pirajuí também serviu para apresentar medidas adotadas pelo Ministério dos Povos Indígenas e pela Funai ao longo dos últimos três anos e nove meses de gestão. Segundo o ministro, o encontro permitiu avaliar os projetos em andamento e planejar o futuro das políticas públicas voltadas aos povos originários da região sul do estado.
Entre os processos que tiveram andamento recente está o da Terra Indígena Ypoi-Triunfo, em Paranhos, cuja posse permanente de 19.756 hectares foi declarada pelo Ministério da Justiça em favor do povo guarani ñandeva. Em Dourados, a Funai também aprovou neste ano o relatório de identificação e delimitação da Terra Indígena Apyka’i, com 1.058,16 hectares reivindicados como área de ocupação tradicional guarani-kaiowá.
O Programa Teko Porã, que integra o conjunto de iniciativas na região, já havia entregue os primeiros Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) para localidades como Pyelito Kuê, Yvy Katu, Ñande Ru Marangatu, Kurussu Amba, Amambai e Guyraroká. O novo acordo firmado com o IFPR garante a elaboração de outros dez planos de manejo, ampliando o planejamento sustentável nos territórios sul-mato-grossenses.
Fonte: www.campograndenews.com.br
