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De jararacas a sucuris, Yasmin mostra rotina nada comum de estágio

Aos 21 anos, acadêmica de Medicina Veterinária compartilha nas redes sociais sua rotina de cuidados com serpentes peçonhentas e não peçonhentas no biotério da UCDB.

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De jararacas a sucuris, Yasmin mostra rotina nada comum de estágio

Esqueça o tradicional “arrume-se comigo”. No vídeo de Yasmin Domingos, de 21 anos, a rotina começa de um jeito um pouco diferente: entre caixas, ganchos de manejo e serpentes que exigem atenção a cada movimento. Acadêmica do 6º semestre de Medicina Veterinária, ela está há dois anos no Biotério da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) e decidiu mostrar como é passar um dia cuidando de jararacas, cascavéis, jiboias e até sucuris.

A naturalidade com que Yasmin aparece nos vídeos chama atenção. Enquanto muita gente provavelmente daria alguns passos para trás ao encontrar uma cobra, ela precisa chegar perto, observar, fazer a manutenção dos espaços e participar dos cuidados com os animais. A tranquilidade, no entanto, não significa ausência de cautela no dia a dia do biotério.

A oportunidade de estágio apareceu por meio de outros estudantes que já frequentavam o local. No início, Yasmin acompanhava procedimentos clínicos ambulatoriais e, meses depois, com treinamento supervisionado pela professora Paula Helena Santa Rita e por Fernanda Alves Riquelme, passou a realizar manejos com gancho herpetológico.

Entre suas responsabilidades atuais está a área de quarentena das serpentes, onde animais recém-chegados passam por um período inicial de 90 dias. A rotina inclui biometria, desvermifugação, vistoria das caixas, limpeza, troca de água e observação constante. Ela lida com espécies peçonhentas de interesse médico do Mato Grosso do Sul, como jararacas e cascavéis, além de não peçonhentas como jiboias e sucuris.

Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi o nascimento inesperado de 17 jararacas-caiçaca, cuja evolução alimentar e comportamental ela passou a acompanhar de perto. Para a estudante, a convivência diária revelou que cada serpente possui comportamentos e particularidades únicas, desmistificando a ideia de que são todas iguais.

Por fim, Yasmin espera que os registros ajudem a reduzir a imagem de vilãs associada a esses animais, ressaltando a importância do respeito, da conservação da fauna silvestre e da busca por ajuda especializada em caso de encontro com serpentes fora do habitat natural.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano