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Na Capital, uso de canetas emagrecedoras chega a 14% e é mais que o dobro entre mulheres

Pesquisa da Fecomércio-MS mostra que 14,1% dos consumidores que comem fora em Campo Grande já usaram canetas emagrecedoras, com forte impacto no apetite e nas escolhas alimentares.

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Na Capital, uso de canetas emagrecedoras chega a 14% e é mais que o dobro entre mulheres

O uso de canetas emagrecedoras já alcança 14,1% dos consumidores de alimentação fora do lar ouvidos em Campo Grande, conforme aponta um levantamento divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul). A pesquisa mapeou como o avanço desses medicamentos interfere nos hábitos da população da Capital.

O estudo revelou uma disparidade significativa entre os gêneros. Entre as mulheres entrevistadas, 19,2% disseram usar ou já ter usado os medicamentos para emagrecer ou controlar o peso, um percentual mais que o dobro do registrado entre os homens, que ficou em 9,1%.

A pesquisa também identificou variações conforme a faixa de renda familiar. Entre os entrevistados com rendimento domiciliar de até três salários mínimos, 11,1% relataram uso atual ou anterior das canetas injetáveis. Por outro lado, na faixa superior a dez salários mínimos, o índice alcançou 22%, o dobro do registrado entre os consumidores de menor renda.

No aspecto físico e comportamental, o impacto mais frequente relatado pelos usuários foi a alteração no apetite. Entre quem usa ou já utilizou os medicamentos, 91,5% afirmaram sentir menos fome, e 87,7% passaram a dar preferência por porções menores de comida.

As mudanças nos hábitos alimentares não se limitaram à quantidade de comida consumida. Entre os usuários, 43,1% disseram comer menos desde o início do tratamento, enquanto 30,7% aumentaram a presença de proteínas no prato, 28,1% passaram a consumir mais vegetais e saladas e 25,5% reduziram o consumo de doces e sobremesas.

Mesmo com a redução do apetite, a maioria dos consumidores não abandonou as refeições fora de casa. Do grupo que recorreu às canetas, 41,2% manteve a mesma frequência em restaurantes e estabelecimentos similares, e 21,6% passaram a sair mais, totalizando 62,8% que conservaram ou ampliaram o hábito de comer fora.

O levantamento ouviu 1.087 pessoas nas sete regiões urbanas de Campo Grande entre os dias 24 de agosto e 2 de setembro. Os dados detalham ainda que a busca por um equilíbrio entre prazer e saúde orienta a escolha do que comer para 47,7% dos usuários, enquanto o preço é decisivo para apenas 1,3% desse grupo.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano