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Macarrão, Tadala e Trump: nomes e slogans inusitados marcam disputa por vagas no Legislativo

Candidatos utilizam alcunhas cômicas, slogans provocativos e referências a figuras públicas e memes para atrair a atenção do eleitorado na corrida legislativa de 2026.

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Macarrão, Tadala e Trump: nomes e slogans inusitados marcam disputa por vagas no Legislativo

A busca por atenção no cenário eleitoral brasileiro tem levado candidatos a adotarem estratégias que misturam humor, excentricidade e apelidos inusitados. Nas urnas e na propaganda de rádio e televisão, nomes exóticos e slogans provocativos tornaram-se ferramentas comuns para tentar se destacar na disputa por vagas no Legislativo.

Entre as alcunhas registradas para a disputa estão nomes como Taxista Samurai, Plínio Trump e Tadala, além de apostos curiosos que remetem a figuras políticas ou situações cômicas, a exemplo de Dr. Célio, o Lula do Bem, e Silva Fotógrafo, o Corno. No palanque digital e televisivo, as abordagens seguem a mesma linha irreverente, como o slogan do candidato a deputado federal Macarrão pelo PT paulista: “Cansado de tomar no botão? Vote no Macarrão”.

Estratégias visuais ousadas também compõem o arsenal das campanhas. Para fisgar o eleitor em poucos segundos, candidatos recorrem a comediantes caracterizados com perucas e figurinos chamativos para performar trocadilhos no horário eleitoral. Especialistas apontam que tais abordagens encontram terreno fértil na chamada economia da atenção, conceito que explica a necessidade de mobilizar o público por meio de fortes estímulos emocionais em meio ao excesso diário de informações.

O fenômeno de candidaturas baseadas no humor ou em figuras folclóricas não é inédito no país. Histórico lembra trajetórias de sucesso expressivo nas urnas, como a do falecido político Enéas Carneiro nas décadas de 1990 e 2000, do costureiro Clodovil Hernandes em 2006 e do palhaço Tiririca, eleito deputado federal a partir de 2010. Para cientistas políticos, o apelo exótico muitas vezes funciona como um canal para o voto de protesto, servindo como crítica ao sistema e reflexo do desgaste institucional ou do descontentamento popular.

Além do humor explícito, a corrida eleitoral registra associações a lideranças nacionais e internacionais consagradas. Em diferentes estados, postulantes buscam colar suas imagens a figuras como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Jair Bolsonaro e até mesmo o líder norte-americano Donald Trump, com montagens e nomes de urna estilizados que frequentemente atraem questionamentos jurídicos ou debates sobre o potencial de confusão ao eleitor.

A proliferação dessas táticas evidencia como a visibilidade — mesmo quando gerada por controvérsias ou debates negativos — tornou-se um dos principais motores na busca por sufrágios. Em um ambiente hiperconectado e dominado por redes sociais, o desafio de romper a barreira da indiferença leva concorrentes a apostar todas as fichas no impacto visual e na quebra de expectativa proporcionada pela excentricidade.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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