Quem convive com uma cadela pode estranhar quando, de repente, o animal fica mais carente, inquieto ou até mesmo agressivo. Contudo, antes de presumir que houve uma mudança definitiva de personalidade, é fundamental compreender que o cio é uma fase biológica que impacta profundamente o organismo da fêmea.
De acordo com o médico-veterinário Thiago Oliveira, as variações hormonais características desse período refletem de maneira direta no comportamento do animal. O processo funciona como uma verdadeira montanha-russa hormonal, tornando a cadela mais sensível e alterando suas reações diante do ambiente, dos familiares e de outros pets.
O especialista detalha que o animal pode manifestar uma necessidade maior por atenção, agitação, inquietação constante, lambedura frequente na região genital e alterações no apetite. Em determinadas situações, o ciclo também pode fazer com que a cadela exiba irritação ou comportamentos agressivos.
No aspecto físico, o tutor consegue observar o aumento e a modificação na aparência da vulva, além de uma secreção sanguinolenta predominante no início do ciclo. Contudo, o veterinário ressalta que nem todas as fêmeas apresentam sangramento visível, o que significa que a ausência desse sinal específico não descarta a possibilidade do cio.
O ciclo reprodutivo abrange diversas fases distintas. No estro, considerado o cio propriamente dito, a fêmea aceita o macho e está apta a engravidar. Essa etapa costuma durar de três a dez dias, mas todo o processo envolve outros estágios e pode apresentar variações conforme o organismo de cada cadela.
Diante disso, Thiago Oliveira reforça que o período demanda cuidado redobrado por parte dos tutores. Uma cadela habitualmente calma pode se mostrar mais agitada ou reagir de modo atípico, tornando essencial respeitar o espaço do animal e prevenir contextos que possam elevar o estresse.
A gestão do contato com machos também requer cautela para evitar gestações indesejadas e quedas no controle da agitação. A utilização de fraldas serve para conter o fluxo em ambientes internos, mas não impede a cópula, exigindo atenção redobrada durante os passeios e o isolamento adequado em portas, portões e janelas.
Fonte: www.campograndenews.com.br
