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Após 50 recusas, Justiça manda SUS achar vaga para cirurgia em idosa de 96 anos

Idosa de 96 anos com fratura no fêmur esperou cinco dias e recebeu cerca de 50 recusas de hospitais antes de conseguir transferência pelo SUS após atuação da Defensoria Pública em Mato Grosso do Sul.

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Após 50 recusas, Justiça manda SUS achar vaga para cirurgia em idosa de 96 anos

Uma idosa de 96 anos, que aguardava havia cinco dias por uma vaga para realizar uma cirurgia no fêmur, foi transferida para o Hospital Regional de Ponta Porã após a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul acionar a Justiça. Moradora de Sete Quedas, ela havia recebido quase 50 recusas de hospitais antes de conseguir a transferência definitiva para o tratamento adequado.

A paciente sofreu uma queda em sua residência no dia 16 de setembro e foi inicialmente encaminhada ao Hospital Municipal de Sete Quedas. Após a realização de exames, os médicos identificaram uma fratura no fêmur esquerdo e constataram a necessidade urgente de intervenção cirúrgica. Como o hospital local não possuía estrutura para o procedimento, o caso foi inserido no sistema estadual de regulação.

Entre os dias 16 e 20 de setembro, dez unidades hospitalares receberam pedidos formais de transferência, mas todas as solicitações foram negadas. De acordo com informações da Defensoria Pública, as justificativas para as negativas incluíam a escassez de leitos, a falta de materiais cirúrgicos específicos, a ausência de médicos especialistas e a indisponibilidade de vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Além da fratura no fêmur, a idosa possui comorbidades como hipertensão e diabetes. Durante o período de espera pela transferência, ela permaneceu acamada, sentindo dores intensas e sem capacidade de caminhar, o que elevava o risco de complicações graves decorrentes da demora na assistência médica.

Diante da gravidade da situação e da falta de respostas da rede pública, o filho da paciente buscou atendimento na Defensoria Pública no município de Sete Quedas. Na noite do dia 21 de setembro, a defensora pública Vitória Davalos de Souza protocolou uma ação jurídica contra o Governo de Mato Grosso do Sul e a Prefeitura de Sete Quedas.

No dia seguinte à abertura do processo, a Justiça emitiu uma decisão determinando um prazo de 24 horas para que o poder público providenciasse o atendimento em um hospital público ou conveniado ao Sistema Único de Saúde (SUS) que dispusesse de plenas condições para realizar a cirurgia ortopédica.

A determinação judicial estipulou ainda que, caso o poder público não encontrasse uma vaga na rede pública dentro do prazo estipulado, a paciente deveria ser imediatamente transferida para um estabelecimento de saúde particular, ficando os custos financeiros sob responsabilidade do governo estadual e da prefeitura municipal.

Destacando a importância da medida, a defensora pública ressaltou que a agilidade é fundamental para resguardar o direito à saúde e à vida, de maneira especial quando se trata de pessoas idosas que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade social e clínica.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano