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Governo Lula admite risco de aporte em estatal militar, e lista de empresas em dificuldade sobe a 12

A inclusão da estatal militar Emgepron no Anexo de Riscos Fiscais elevou para 12 o número de empresas federais em situação de dificuldade financeira mapeadas pelo governo federal.

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Governo Lula admite risco de aporte em estatal militar, e lista de empresas em dificuldade sobe a 12

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a admitir o risco de que a estatal militar Emgepron, vinculada à Marinha do Brasil e responsável pela construção de navios, precise de um aporte financeiro da União para enfrentar dificuldades de caixa.

Embora o risco seja classificado pelo Tesouro Nacional como ‘remoto’ — indicando baixa probabilidade de materialização imediata e sem previsão de desembolsos obrigatórios no curto prazo —, a inclusão da companhia no Anexo de Riscos Fiscais acende um sinal de alerta sobre as contas públicas.

Com essa adição, o mapa de riscos fiscais do governo federal passa a contar com 12 companhias estatais em situação de vulnerabilidade financeira. O documento realiza um panorama periódico de fatores capazes de impactar receitas, despesas e a trajetória da dívida pública brasileira.

Entre as empresas já monitoradas, destacam-se os Correios e a ENBPar, controladora das usinas nucleares de Angra 1 e 2, que apresentam as maiores classificações de risco e já possuem previsões de recursos na proposta orçamentária. Outras instituições, como o Banco do Nordeste e a Infraero, completam o grupo com riscos avaliados como possíveis para os próximos anos.

No caso específico da Emgepron, o principal problema apontado é a insuficiência de recursos para concluir o Programa Fragatas Classe Tamandaré, além de pressões decorrentes de reajustes contratuais e elevação de custos operacionais e macroeconômicos.

O Ministério da Fazenda esclareceu que a inserção da estatal no relatório tem caráter estritamente informativo e reflete o cenário adverso enfrentado por projetos de longo prazo nos últimos anos, sem representar uma ordem de repasse imediato de verbas federais.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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