No próximo domingo (4), o eleitor de Mato Grosso do Sul irá às urnas para escolher dois novos senadores que representarão o estado no Congresso Nacional. No entanto, em cada voto depositado na urna eletrônica, a decisão envolve muito mais do que apenas o candidato que encabeça a chapa, exigindo atenção redobrada da população.
Isso acontece porque cada candidato ao Senado concorre acompanhado de dois suplentes, que integram a mesma chapa e podem assumir o mandato ao longo dos oito anos de duração, que não contam com segundo turno para este cargo. Como não existe uma votação separada para escolher os suplentes, o voto no titular da chapa estende-se automaticamente a eles.
O especialista em Direito Eleitoral Yves Drosghic destaca que a longa duração do mandato justifica a importância de conhecer e avaliar quem são os suplentes antes do pleito. Segundo ele, o suplente não exerce nenhuma prerrogativa e nem recebe remuneração enquanto a vaga não estiver vago, mas ganha plenos poderes caso seja convocado a assumir a cadeira.
Mato Grosso do Sul já registrou diversos episódios em que os suplentes precisaram entrar em ação. Em 2006, após o falecimento do senador Ramez Tebet, o primeiro suplente Valter Pereira assumiu o mandato. Anos mais tarde, a saída de Marisa Serrano para o Tribunal de Contas do Estado levou o primeiro suplente Antônio Russo a assumir a cadeira em 2011. Posteriormente, em 2013, o afastamento médico de Russo abriu espaço para o segundo suplente, Ruben Figueiró, tomar posse.
Para Yves Drosghic, a presença dos suplentes não deve ser lembrada apenas no momento de confirmar o voto na urna eletrônica. O especialista reforça que a legislação obriga a presença de dois suplentes por chapa, bem como a ampla divulgação de seus nomes nos materiais de campanha eleitoral.
Dessa forma, conhecer previamente a identidade dos suplentes permite ao eleitor avaliar com mais critério todo o grupo político que poderá administrar o mandato ao longo de quase uma década. A lista completa com os nomes dos suplentes de cada chapa em Mato Grosso do Sul serve de consulta para que o cidadão saiba exatamente quem também está sendo escolhido na urna.
Fonte: www.campograndenews.com.br
