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Figueiras históricas ganham novas gerações pelas mãos da ciência em Campo Grande

Mudas reproduzidas de árvores da década de 1930 por meio de clonagem renovam a paisagem urbana e ajudam a preservar a memória e o patrimônio natural da Capital.

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Figueiras históricas ganham novas gerações pelas mãos da ciência em Campo Grande

As imponentes figueiras da espécie Ficus microcarpa, que marcam a paisagem e o coração de Campo Grande na Avenida Mato Grosso e também na Afonso Pena, ganharam uma aliada importante contra o tempo e os desafios urbanos: a ciência. A iniciativa busca aproximar a espécie da eternidade por meio da reposição planejada de exemplares centenários.

Ao todo, a Avenida Mato Grosso abriga 16 figueiras dessa espécie que foram plantadas entre 1937 e 1941. Com idade estimada entre 85 e 89 anos, os exemplares integram o patrimônio arbóreo de interesse público do Município e são protegidos por tombamento conjunto pelo valor histórico e paisagístico, conforme o Decreto 13.957, de 8 de agosto de 2019.

O projeto da Prefeitura de Campo Grande, executado por meio da Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável), já realizou o plantio de quatro clones na Avenida Mato Grosso. No entanto, um deles acabou não resistindo ao forte temporal registrado no dia 10 de setembro, que teve ventos de até 83 km/h.

Auditores-fiscais de meio ambiente realizam um monitoramento contínuo da área, uma vez que a magnitude e a idade avançada dessas árvores exigem cuidados redobrados. Além do envelhecimento natural conhecido como senescência, as plantas enfrentam estresses urbanos severos, como a impermeabilização do solo, a compactação e ataques de pragas, a exemplo da mosca-branca.

Apenas no ano de 2026, a prefeitura precisou autorizar a supressão de duas figueiras na Avenida Mato Grosso em decorrência de comprometimentos estruturais graves, além de registrar a perda de outro exemplar atingido pelo evento climático extremo de setembro. Diante desse cenário, a reposição com mudas clonadas funciona como uma transição responsável e histórica.

O cultivo dessas mudas é realizado pelo Viveiro Municipal Flora do Cerrado por meio da estaquia, um método de reprodução assexuada. Essa técnica utiliza segmentos vegetativos das próprias matrizes históricas, garantindo que as novas árvores sejam cópias genéticas exatas das tradicionais figueiras locais e tragam a vantagem de já estarem adaptadas ao solo e ao clima rigoroso de Campo Grande.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano