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Contas do governo registram déficit de R$ 13,6 bilhões em agosto, aponta Tesouro Nacional

O Tesouro Nacional informou nesta terça-feira (29) que as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 13,58 bilhões em agosto.

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As contas do governo federal registraram um déficit primário de R$ 13,58 bilhões no mês de agosto, conforme informou o Tesouro Nacional. O resultado negativo ocorre quando as receitas obtidas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas totais do governo, sem considerar o pagamento dos juros da dívida pública.

Apesar do resultado desfavorável no mês, houve uma melhora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o governo contabilizou um resultado negativo de R$ 16,2 bilhões, valor já corrigido pela inflação. Este foi considerado o melhor resultado para meses de agosto desde 2021, período em que o déficit primário alcançou R$ 11,8 bilhões com a devida correção.

De acordo com os números oficiais, a melhora observada está relacionada principalmente ao avanço das receitas, que cresceram em ritmo superior ao das despesas. As receitas líquidas, calculadas após as transferências constitucionais, registraram uma alta real de 3,5% em agosto, atingindo o montante de R$ 187,9 bilhões.

O desempenho positivo da arrecadação foi impulsionado pelo crescimento da economia brasileira, pelos aumentos de impostos implementados nos últimos anos pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelas receitas extraordinárias decorrentes da alta internacional do petróleo.

Por outro lado, as despesas do governo também apresentaram alta real de 1,9% em agosto, somando R$ 201,5 bilhões. Entre os principais aumentos que influenciaram o resultado das despesas estão os repasses para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, expansão nos benefícios previdenciários, abono e seguro-desemprego, além de créditos extraordinários associados a medidas de combate aos conflitos no Oriente Médio.

No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, as contas governamentais acumulam um déficit primário de R$ 94,9 bilhões. Esse patamar representa uma piora na comparação com os oito primeiros meses do ano anterior, quando houve saldo positivo, e configura o pior resultado para o período desde 2024.

Para o fechamento de 2026, a meta oficial estabelecida é de um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto, o equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões. Contudo, considerando o arcabouço fiscal e os abatimentos legais previstos, a previsão oficial aponta para um déficit no limite da banda tolerada ao longo do ano.

Fonte: g1.globo.com

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