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Proibição das bets: governo diz que já pediu o bloqueio de mais de 5,2 mil sites e retirada de quase 200 apps de lojas

Ministério da Justiça divulga balanço dos primeiros dias de vigência da medida provisória que proíbe as bets no Brasil, com milhares de pedidos de bloqueio de sites e remoção de aplicativos.

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O Ministério da Justiça divulgou nesta segunda-feira (29) o primeiro balanço oficial com as ações adotadas durante os primeiros dias de vigência da medida provisória (MP) que estabelece a proibição das apostas esportivas, conhecidas como bets, em todo o território nacional.

De acordo com o Poder Executivo, o governo já encaminhou solicitações formais para o bloqueio de exatos 5.209 sites de apostas. A execução dessas ordens ocorre por meio da atuação conjunta da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Comitê Gestor da Internet no Brasil.

Além da derrubada de endereços eletrônicos na internet, o órgão detalhou que foram emitidas notificações para a remoção imediata de 186 aplicativos de apostas disponíveis nas lojas virtuais oficiais da Apple e do Google, com prazo estipulado até o dia 6 de outubro.

O balanço divulgado também abrangeu medidas rigorosas voltadas ao combate à publicidade irregular e à atuação de empresas nas redes sociais e plataformas digitais entre os dias 27 e 29 de setembro. No Facebook e no Instagram, foram solicitadas as remoções de 300 páginas e de 90 perfis comerciais.

No aplicativo Telegram, as ações de monitoramento e o alcance de canais, grupos e perfis associados a bets ilegais atingiram um universo de mais de um milhão de membros e usuários. Outras oito grandes empresas de tecnologia também foram notificadas formalmente pela Secretaria de Direitos Digitais para retirarem propagandas irregulares no prazo de dez dias.

Em paralelo às restrições de acesso, o governo federal iniciou processos administrativos contra diversas empresas de apostas flagradas em descumprimento das regras, medida que decorre de 63 registros formais encaminhados pela Secretaria de Prêmios e Apostas.

Como parte do cerco financeiro, o Banco Central foi acionado para rastrear toda a cadeia de pagamentos relacionada a essas atividades ilícitas. A administração federal informou que todos os recursos e bens que forem perdidos ou apreendidos nessa operação serão revertidos integralmente para o Fundo Nacional de Segurança Pública.

O governo lembrou ainda o histórico recente de combate a esquemas irregulares. Entre março de 2023 e agosto de 2026, a Polícia Federal realizou 12 operações, cumpriu pelo menos 73 mandados de busca e apreensão, executou 15 mandados de prisão e solicitou o sequestro de R$ 4,17 bilhões em bens e valores distribuídos em sete unidades da federação.

Fonte: g1.globo.com

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