O dólar comercial registrou queda de 0,16% nesta terça-feira (29) e encerrou o pregão cotado a R$ 5,2166. A sessão foi marcada pela repercussão de novos indicadores econômicos relacionados ao mercado de trabalho, tanto no cenário nacional quanto nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana acumula alta de 0,69% na semana e de 0,71% no mês de setembro, embora apresente retração de 4,96% desde o início do ano. No segmento voltado ao turismo, o dólar recuou 0,14% e fechou o dia negociado a R$ 5,417, ao passo que o euro comercial teve baixa de 0,42%, cotado a R$ 5,915.
Em direção contrária ao movimento da divisa norte-americana, o Ibovespa apresentou alta de 0,46%, atingindo 183.828 pontos. Com o desempenho positivo, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho semanal de 0,19% e avanço de 3,61% no mês, somando valorização de 14,09% no acumulado de 2026.
No cenário interno, os investidores analisaram os dados do mercado de trabalho divulgados durante o dia. A taxa de desemprego manteve-se em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, período em que a população ocupada atingiu o patamar recorde de 103,5 milhões de trabalhadores.
Apesar da forte ocupação, o Banco Central apontou um avanço na inadimplência brasileira, que passou de 4,9% em julho para 5,0% em agosto, alcançando o maior patamar da série histórica. O indicador elevou as preocupações sobre o endividamento das famílias no país.
No exterior, o relatório Jolts indicou uma redução no número de vagas de emprego abertas nos Estados Unidos durante o mês de agosto, enquanto as demissões permaneceram em patamares baixos. Os dados alimentaram as discussões sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve.
Completando o cenário externo, os preços do petróleo registraram forte queda no mercado internacional. Por volta das 17h, o barril do Brent, que serve como referência global, recuou 2,81%, sendo negociado a US$ 102,32, influenciado pelas incertezas persistentes acerca da inflação e das taxas de juros globais.
Fonte: www.campograndenews.com.br
