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PF investiga Willer Tomaz por suposta lavagem de dinheiro em casa de apostas; em 18 meses, advogado apostou R$ 6,6 bilhões

A Polícia Federal investiga se o advogado Willer Tomaz utilizou operações em casa de apostas para lavar dinheiro, movimentando bilhões de reais.

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PF investiga Willer Tomaz por suposta lavagem de dinheiro em casa de apostas; em 18 meses, advogado apostou R$ 6,6 bilhões

A Polícia Federal (PF) apura se o advogado Willer Tomaz de Sousa utilizou operações de apostas eletrônicas para a prática de lavagem de dinheiro. Documentos revelados em um processo jurídico mostram que, em um intervalo de 18 meses, compreendido entre janeiro de 2025 e julho de 2026, o advogado realizou apostas que somaram R$ 6,6 bilhões, acumulando um prejuízo calculado em R$ 188,5 milhões.

As informações detalhadas vieram a público através da própria defesa de Tomaz, inseridas em uma ação judicial movida contra a casa de apostas Blaze — empresa que já patrocinou figuras públicas como o atacante Neymar Jr. e a influenciadora Virgínia Fonseca. O processo foi protocolado em agosto e permaneceu sob sigilo até o começo da tarde de uma terça-feira.

No centro da argumentação jurídica, a defesa sustenta que o cliente foi diagnosticado com ludopatia, um transtorno mental caracterizado pela perda de controle sobre o impulso de jogar e apostar. Munidos de laudos emitidos por profissionais de saúde mental, os advogados solicitaram à Justiça a restituição de todas as quantias financeiras enviadas à plataforma de apostas.

Em contestação apresentada nos autos, a casa de apostas discordou da classificação de prejuízo financeiro apontada pela defesa, argumentando que o movimento líquido da conta não pode ser interpretado como dano direto. Segundo a empresa, a conta funcionou por dezoito meses com entradas e saídas sucessivas de recursos, assemelhando-se a uma conta corrente comum.

De acordo com os registros reunidos no processo, Tomaz realizou 2.145 depósitos individuais que totalizaram R$ 325 milhões ao longo do período analisado. Com essa quantia inicial e sucessivas rodadas de apostas, o montante movimentado atingiu a casa dos bilhões. A defesa ressalta ainda que os valores podem ser superiores, visto que não conseguiram acessar dados anteriores a 2025.

O documento aponta que as principais perdas financeiras ocorreram em mesas de cassino online da plataforma, onde eram permitidas apostas de até R$ 500 mil em rodadas com duração de apenas 30 segundos. A defesa também criticou o limite de saque imposto pela empresa, o que teria forçado o fracionamento de retiradas e contribuído para o agravamento das perdas em curtos períodos.

Fonte: g1.globo.com

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