Um menino de dois anos que apresenta suspeita de febre maculosa será transferido do Pronto Atendimento Pediátrico Tiradentes para o Hospital de Câncer Alfredo Abrão, localizado em Campo Grande, conforme informou a mãe na manhã desta terça-feira (30). A família aguardava a chegada da ambulância para realizar o transporte adequado da criança após quase um dia de espera por uma vaga hospitalar na Capital.
De acordo com o relato da mãe, Dayana Cristina de Oliveira, os sintomas na criança começaram no domingo anterior, dia 27 de setembro, após o menino ter contato com carrapatos durante uma visita à casa da avó, também situada em Campo Grande. Ela relatou que a febre surgiu no domingo à noite e persistiu durante toda a segunda-feira, culminando em um episódio de choro intenso durante a madrugada.
Ao verificar o estado do filho, a mãe notou o surgimento de pequenas bolinhas vermelhas nas mãos, nas pernas, nos lábios, na parte interna da bochecha e na garganta. Novas bolhas também apareceram na região bucal no dia seguinte. Diante da situação, ela pressionou por agilidade na transferência médica e precisou adquirir por conta própria um antibiótico indicado para o tratamento que não estava disponível na unidade de saúde pública.
A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) emitiu nota informando que o paciente se encontra estável e continua sob os cuidados contínuos da equipe médica no local. A reportagem buscou esclarecimentos adicionais junto ao órgão municipal a respeito da escolha do Hospital de Câncer como destino para o atendimento deste caso específico e aguarda retorno para atualizar os dados.
O caso já foi formalmente registrado no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) como suspeita de febre maculosa. Os registros oficiais apontam sintomas característicos como febre, dores de cabeça, dores musculares e o aparecimento de petéquias, que são pontos vermelhos ou roxos na pele e nas mucosas, associados ao histórico de possível picada de carrapato.
A confirmação laboratorial do diagnóstico depende de exames sorológicos cujos resultados podem demorar de duas semanas a até 21 dias para serem liberados. Historicamente, o último caso confirmado da doença em Mato Grosso do Sul havia sido registrado no ano de 2018, vitimando um homem adulto morador de Campo Grande que esteve em zona rural de Sidrolândia.
Fonte: www.campograndenews.com.br
