A Câmara Municipal de Campo Grande realizará nesta quinta-feira, durante a sessão ordinária, uma nova eleição para definir a Mesa Diretora do biênio 2027/2028. O atual presidente da Casa, vereador Epaminondas Neto, conhecido como Papy (PSDB), confirmou que disputará a recondução ao cargo com a mesma chapa que havia sido escolhida em uma votação antecipada realizada em julho de 2025, cujos efeitos foram suspensos pela Justiça.
A realização do novo pleito atende a um prazo de 30 dias fixado pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, a pedido do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), para que a Câmara anulasse formalmente a votação anterior e convocasse uma nova disputa. Segundo Papy, o agendamento foi definido após a movimentação judicial ser comunicada pela Procuradoria Jurídica do Legislativo municipal.
Na composição anunciada para a disputa, a chapa manterá essencialmente os mesmos nomes do ano passado, com uma alteração pontual na vice-presidência. O vereador Lívio Leite (União Brasil) assumirá a primeira vice-presidência, vaga atualmente ocupada por André Salineiro (PL), enquanto Ana Portela (PL) ficará responsável pela segunda vice-presidência.
Os demais cargos da mesa diretora permanecem com os vereadores Neto Santos (Republicanos) na terceira vice-presidência; Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), como primeiro secretário; Luiza Ribeiro (PT) na segunda secretaria; e Ronilço Guerreiro (Podemos) como terceiro secretário. Caso seja eleito, Papy permanecerá na presidência por mais dois anos, com mandato até o final de 2028 e posse prevista para janeiro de 2027.
A determinação judicial que fundamenta a nova votação foi emitida pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos. O magistrado acolheu o pedido do Ministério Público para cobrar o cumprimento de obrigações assumidas pela Câmara em um acordo firmado em março, por meio do Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica (Compor).
Além de declarar nula a eleição realizada em julho de 2025 e convocar um novo pleito, a Casa de Leis também se comprometeu a alterar o Regimento Interno para impedir a realização de eleições antecipadas fora do período permitido, mudança que foi oficializada em junho deste ano por meio de resolução para estabelecer que o pleito do segundo biênio ocorra estritamente entre outubro e dezembro do último ano do primeiro biênio.
Fonte: www.campograndenews.com.br
