O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) surpreendeu ao fazer análises sobre o cenário político nacional durante entrevista concedida a um podcast nesta quarta-feira (30). Entre os principais pontos abordados, Cury declarou que o adversário político Flávio Bolsonaro (PL) “não é tanto de direita” e o situou no espectro político entre o centro e a esquerda.
A declaração ocorreu após o apresentador do programa sugerir que alguns analistas colocam Flávio Bolsonaro no centro político. Em resposta, Cury foi além e afirmou que o situaria “até para a esquerda”. Ao detalhar sua própria visão de gestão pública, o candidato defendeu pilares como empreendedorismo, liberdade para os negócios e um Estado enxuto, além de tecer críticas ao oponente por supostamente não aceitar o contraditório.
Ainda durante a entrevista, Cury mencionou planos para a área de segurança pública em um eventual governo. Ele revelou a possibilidade de convidar Leandro Daiello, que atuou como diretor-geral da Polícia Federal entre os anos de 2011 e 2017 — período que abrangeu as gestões de Dilma Rousseff e Michel Temer —, para assumir o comando da corporação ou a titularidade do Ministério da Segurança.
Para reforçar o combate à criminalidade, o candidato do Avante também propôs a construção de pelo menos mais dois presídios federais no país. Defendeu, da mesma forma, a criação de uma força-tarefa integrada que consiga reunir e coordenar diferentes órgãos e corporações de segurança pública em âmbito nacional.
O presidenciável direcionou críticas contundentes ao atual governo federal ao classificar o recente reajuste no programa social como uma manobra eleitoral. Cury chamou o pacote anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “maldade”, argumentando que a alteração no Bolsa Família a poucos dias do pleito demonstra uma tentativa de capitalizar politicamente em cima da vulnerabilidade da população.
No âmbito do Poder Judiciário, Cury afirmou que, caso seja eleito, buscará um diálogo com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. A intenção, segundo o candidato, é debater formas de reduzir a exposição pública e a chamada “espetacularização” dos julgamentos da Corte, defendendo que os resultados sejam informados de forma reservada às partes envolvidas.
Fonte: g1.globo.com
