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Celulares em presídios: operação apreende 598 aparelhos em uma semana

Ação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública vistoriou mais de 3,6 mil celas em todo o país entre os dias 21 e 25 de setembro.

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Celulares em presídios: operação apreende 598 aparelhos em uma semana

Uma operação nacional realizada em presídios brasileiros resultou na apreensão de 598 telefones celulares no período de uma semana, conforme balanço divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta quinta-feira (1º). A ação integrada mobilizou forças de segurança em mais de 100 estabelecimentos prisionais distribuídos por todos os estados do país e também no Distrito Federal.

De acordo com as informações repassadas pela pasta federal, a mobilização contou com a participação conjunta de policiais federais e estaduais. As equipes realizaram revistas rigorosas e orientadas por inteligência em 3.604 celas, durante o esforço concentrado que ocorreu entre os dias 21 e 25 de setembro. As unidades prisionais vistoriadas abrigam, no total, mais de 88 mil pessoas detidas.

O principal objetivo da operação é desarticular o funcionamento de redes criminosas dentro do sistema prisional, combatendo de forma direta a entrada e a circulação de materiais ilícitos. A medida busca, sobretudo, interromper a comunicação direta entre detentos e integrantes de organizações criminosas que permanecem em liberdade nas ruas.

A ofensiva faz parte da chamada Operação MUTE, que opera sob a coordenação da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). O trabalho utiliza dados e relatórios de inteligência para mapear, identificar e retirar aparelhos celulares e outros objetos proibidos do interior dos presídios brasileiros.

Balanços parciais divulgados pelo ministério indicam que, desde o mês de maio, operações com este mesmo perfil já retiraram de circulação um total de 3.045 celulares de dentro de unidades prisionais pelo país. O esforço contínuo integra a estratégia nacional de combate e enfraquecimento das facções e do crime organizado.

A fiscalização nos estabelecimentos penais também ganha reforço constante em desdobramentos regionais. Recentemente, autoridades registraram casos de prisões de agentes públicos suspeitos de facilitar a entrada clandestina de eletrônicos, além de grandes apreensões isoladas em estados como o Rio de Janeiro e a Bahia, evidenciando o desafio contínuo das forças de segurança na vigilância dos presídios.

Fonte: g1.globo.com

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