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Trump declara acompanhar de perto o pleito brasileiro sem sinalizar apoio a candidatos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que monitora de perto as eleições no Brasil, cuja votação do primeiro turno ocorre em breve, mas evitou endossar qualquer concorrente.

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Trump declara acompanhar de perto o pleito brasileiro sem sinalizar apoio a candidatos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira que monitora de perto o andamento das eleições brasileiras, cujo primeiro turno está marcado para acontecer em poucos dias. O pronunciamento ocorreu em resposta ao questionamento de uma repórter na área externa da Casa Branca, momentos antes de o chefe de Estado norte-americano embarcar com destino ao Texas.

Durante a breve conversa com a imprensa, o líder norte-americano destacou a relevância do país sul-americano no cenário global. “Estou acompanhando muito de perto. O Brasil é um país muito importante. É um grande país. As pessoas no Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante”, pontuou Trump, abstendo-se de mencionar nomes ou de manifestar preferência por qualquer um dos postulantes ao cargo, diferentemente de sua postura em outros pleitos internacionais recentes, como o colombiano.

A manifestação pública do mandatário estadunidense acontece em um momento marcado por fricções diplomáticas entre os governos de Brasília e Washington, além de gerar apreensão no cenário político brasileiro em relação a uma eventual interferência estrangeira no processo de votação. Em setembro, um relatório elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) já havia alertado sobre potenciais riscos de influência externa no pleito nacional.

De acordo com o documento do órgão de inteligência, o grau de criticidade para tal intromissão foi pontuado, relacionando o movimento à prioridade do segundo mandato de Trump em consolidar a hegemonia norte-americana na América Latina. O propósito principal, segundo a análise da Abin, seria afastar concorrentes geopolíticos dos EUA, a exemplo da China, de setores de infraestrutura, riquezas naturais e ativos estratégicos na região.

O levantamento da inteligência brasileira também destacou a intensificação das movimentações diplomáticas e econômicas dos Estados Unidos direcionadas ao país nos últimos meses, apontando medidas que poderiam ferir os interesses nacionais. Em julho, o governo do Brasil recusou a emissão de vistos para dois servidores do Departamento de Estado norte-americano que pretendiam dialogar com autoridades da justiça eleitoral a respeito de pautas de liberdade de expressão ligadas ao pleito.

Especialistas consultados apontam ainda preocupações adicionais voltadas para ameaças cibernéticas e para a influência exercida pelas grandes empresas de tecnologia durante o período eleitoral, mantendo o alerta sobre a segurança e a soberania do processo democrático brasileiro diante de pressões externas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano