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Mãe que matou três filhos tem pedido de absolvição negado e enfrentará novo julgamento nos EUA

Juiz americano negou o pedido de absolvição para Lindsay Clancy, que estrangulou seus três filhos em 2023, determinando a realização de um novo julgamento após anulação anterior.

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Mãe que matou três filhos tem pedido de absolvição negado e enfrentará novo julgamento nos EUA

Um juiz nos Estados Unidos negou nesta quinta-feira (1º) o pedido de absolvição apresentado em favor de Lindsay Clancy, após um processo judicial de grande repercussão em que o júri não conseguiu alcançar um veredito unânime. Com a decisão do magistrado, a ré deverá enfrentar um novo julgamento perante a justiça norte-americana.

Clancy, de 36 anos, cometeu o estrangulamento de seus três filhos em 2023 — Cora, de 5 anos, Dawson, de 3, e Callan, de oito meses — e, em seguida, tentou tirar a própria vida. Embora tenha sobrevivido à tentativa de suicídio, ela ficou paraplégica em decorrência do ato.

O juiz William Sullivan, atuando no tribunal de Plymouth, determinou que existem elementos probatórios suficientes para convencer o corpo de jurados sobre a responsabilidade criminal da acusada. A posição contraria a tese defendida pelo advogado de defesa, Kevin Reddington, que havia questionado a solidez das evidências apresentadas durante as audiências.

Durante os procedimentos legais, a defesa sustentou que a mulher sofria de um quadro grave de psicose pós-parto no momento dos fatos. Especialistas apontam que tal condição afeta cerca de duas a cada mil mulheres após o parto. A promotoria, contudo, argumentou que o crime foi minuciosamente planejado e que a ré tinha plena consciência das consequências de suas ações.

O julgamento inicial, que se estendeu por cinco semanas e contou com depoimentos de mais de 80 testemunhas, foi anulado no início de setembro após sete dias de deliberações sem consenso entre os 12 jurados. Apenas um integrante do grupo se opôs à absolvição por motivo de insanidade mental, impedindo um veredito definitivo naquele momento.

Atualmente internada em uma instituição psiquiátrica e declarando-se não culpada, Clancy relata ter escutado vozes que ordenavam o ataque às crianças. O caso gerou forte comoção pública, debates sobre a saúde mental materna e repercussão internacional, culminando agora na determinação de uma nova etapa processual nos tribunais dos Estados Unidos.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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