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EUA recuam de ameaça de embargo a combustíveis após G7 liberar 100 milhões de barris

Os Estados Unidos desistiram de impor um embargo às exportações de combustíveis após líderes do G7 concordarem em liberar 100 milhões de barris de petróleo bruto e diesel dos estoques estratégicos.

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EUA recuam de ameaça de embargo a combustíveis após G7 liberar 100 milhões de barris

Os Estados Unidos recuaram da ameaça de interromper as exportações de combustíveis após um acordo histórico no qual países europeus e parceiros concordaram em liberar mais diesel de seus estoques estratégicos. A medida foi anunciada no início de outubro de 2026, enquanto o presidente americano, Donald Trump, busca conter a alta vertiginosa nos preços do diesel para a indústria e o setor agrícola local.

A decisão veio na esteira de pressões exercidas por legisladores republicanos do interior agrícola americano, que exigiam uma proibição às exportações para aliviar a situação dos produtores locais antes das eleições parlamentares de novembro. Diante do risco de disparada global nos preços, negociadores europeus e o setor petrolífero americano correram para negociar uma alternativa viável à suspensão.

Como resultado de reuniões de emergência, líderes do G7 anunciaram a liberação coordenada de 100 milhões de barris de petróleo bruto e diesel, supervisionada pela Agência Internacional de Energia (AIE). A medida visa amenizar as pressões atuais do mercado, que tem sofrido com choques em refinarias globais decorrentes de conflitos geopolíticos.

Detalhes técnicos do acordo indicam que cerca de 40 milhões de barris virão da Reserva Estratégica de Petróleo dos Estados Unidos, enquanto a Europa contribuirá com aproximadamente 50 milhões de barris de diesel e o restante virá da Ásia. O plano prevê uma liberação imediata ao longo de quatro meses, com um volume expressivo de reservas de diesel injetado no mercado já nos primeiros 20 dias.

Com o compromisso europeu firmado, o presidente Donald Trump confirmou publicamente que Washington não aplicará o embargo às exportações. O líder americano classificou a contribuição europeia como uma atitude fundamental para equilibrar o mercado internacional de energia e garantir o abastecimento interno.

O anúncio surtiu efeito imediato nos mercados financeiros globais. Os contratos futuros de diesel na Europa registraram forte queda, recuando 8% para US$ 1.337,75 a tonelada, enquanto o diesel de atacado em Nova York desceu quase 2%. O G7 indicou que novos encontros no âmbito da AIE ocorrerão em breve para avaliar se novas liberações serão necessárias.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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