A comunidade brasileira residente na Itália participa ativamente do processo eleitoral em 2026, registrando um aumento significativo no número de eleitores aptos, embora o pleito continue a enfrentar barreiras logísticas consideráveis e índices elevados de abstenção. Com um total de 38.829 cidadãos registrados para votar no país europeu, segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o eleitorado local cresceu 17,5% em comparação com o pleito anterior de 2022.
Esse contingente posiciona a Itália como o sétimo maior reduto do eleitorado brasileiro no exterior e o quarto maior em toda a Europa, representando cerca de 9,38% do total de registros brasileiros no continente. A organização da votação no território italiano foi concentrada estrategicamente em duas grandes metrópoles: Roma e Milão, que abrigam os locais de votação oficiais.
Na capital italiana, a Embaixada do Brasil, situada no histórico Palazzo Pamphilj na Piazza Navona, acolhe 14.197 eleitores no térreo do edifício. Paralelamente, em Milão, a concentração é ainda maior, com 24.632 eleitores chamados a comparecer a um centro de provas localizado na Via dei Valtorta, na zona norte da cidade.
A distribuição demográfica desse eleitorado apresenta características marcantes. As mulheres formam a ampla maioria, contabilizando 27.524 eleitoras, o que corresponde a 71% do total, ao passo que os homens somam 11.305. Em termos geracionais, a faixa etária mais expressiva é a de pessoas entre 45 e 49 anos, totalizando 5.567 votantes na região.
Apesar da relevância da participação cívica, a distância geográfica impõe obstáculos severos para muitos brasileiros que vivem longe de Roma e Milão. A necessidade de arcar com despesas próprias de transporte e alimentação, somada a jornadas extensas de viagem, é apontada como a principal justificativa para a forte abstenção registrada no país.
Mesmo diante das dificuldades de deslocamento, diversos eleitores demonstram forte engajamento político. Relatos colhidos no local demonstram o esforço de cidadãos que utilizam trens e transporte rodoviário de longa distância para exercer o direito ao voto, com planejamento inclusive para eventuais segundos turnos.
Fonte: noticias.uol.com.br
